Modapalavra e-periódico

(550 Artigos indexados)

Editorial - (2025)

Daniela Novelli, Amanda Queiroz Campos

Volume: 18 - Issue: 45

Resumo.
Estudo comparativo do processo produtivo dos tênis convencionais de tecido e dos tênis de malha retilínea sem costura - (2025)

Regina Aparecida Sanches, André Marcondes Silva

Volume: 18 - Issue: 45

Resumo. O Brasil é o quinto maior produtor de calçados do mundo, e principal produtor situado geograficamente fora da região asiática. A presente pesquisa tem como objetivo comparar os processos produtivos utilizados na produção de tênis tradicionais e de tênis com cabedais de malha retilínea sem costura, em modelos de baixa complexidade (que necessitam de poucas operações no corte e na costura dos cabedais). Por meio de pesquisa bibliográfica, aplicada e qualitativa de cunho exploratório, foram comparados o fluxo de produção, o tempo gasto para a fabricação dos calçados e a quantidade de resíduos sólidos têxteis gerados pelos respectivos processos produtivos. Embora os resultados experimentais do estudo de caso limitem-se a dois modelos de tênis, produzidos por duas tecnologias distintas, sendo um par de tênis de cada modelo com seu respectivo processo produtivo, as análises indicaram que na produção dos calçados com cabedais de malha sem costura existe redução das etapas do processo de produção e da quantidade de resíduos sólidos descartado, indicando portanto que as empresas que adotarem essa nova tecnologia terão um aumento de competitividade.
O crescimento das marcas de moda para corpos trans e seus produtos inclusivos - (2025)

Fabiana Maffezzolli de Melo, Luiz Fernando Gonçalves de Figueiredo

Volume: 18 - Issue: 45

Resumo. Este artigo aborda o papel da moda inclusiva na promoção da diversidade, com foco específico nas necessidades das comunidades não binárias e pessoas trans. A pesquisa visa contextualizar as transformações globais na indústria da moda, destacando valores éticos, humanos e colaborativos. Assim, são apresentados exemplos práticos de marcas e empreendedores que contribuem para essa transformação, destacando a importância do diálogo e do envolvimento direto de diversas experiências no processo de criação. O artigo também enfatiza a necessidade contínua de conscientização sobre a invisibilidade da população transexual e destaca a moda e o design como agentes significativos na promoção da inclusão social. A abordagem metodológica adotada inclui a condução de uma revisão bibliográfica em diversas fontes. São referenciadas empresas como Transtore Binders e Trucss, que oferecem produtos como binders, cuecas, entre outros. As conclusões dessa pesquisa indicam que a moda inclusiva vai além de uma abordagem de mercado, desempenhando um papel essencial na promoção da diversidade e na aceitação de identidades de gênero diversas. Empreendedores LGBTQIAPN+ têm um impacto positivo na representação e identificação no setor comercial.
Proposta de vestuário para indivíduos idosos com mobilidade reduzida - (2025)

Thomás Czrnhak, Regina de Oliveira Heidrich, Bárbara Gisele Koch

Volume: 18 - Issue: 45

Resumo. O design para necessidades específicas requer estudos antropométricos personalizados que compreendam o usuário final, se conectando à ergonomia física, a qual corresponde ao estudo da adaptação do ambiente ao indivíduo, englobando questões de conforto, esforço, bem-estar e atividade motora. Assim, o presente estudo toma por objetivo relatar uma proposta de confecção de uma peça de vestuário adaptada para indivíduos com mobilidade reduzida, coligando o fenômeno da inclusão social com o design inclusivo e a moda. Para o desenvolvimento do artigo, foi realizada uma revisão bibliográfica de moda inclusiva, mormente de artefatos para deficiências de natureza motora. Foi executado um estudo de caso com uma PCD deste grupo. A metodologia projetual utilizada foi o Inclusive Design Toolkit, do Engineering Design Centre (2017).Para a realização da proposta, foram projetados, via software, croquis, representando a peça a ser confeccionada, com auxílio de modelagem digital. Conforme resposta da usuária, a peça não restringiu seus alcances, permitindo maior mobilidade de membros superiores, e facilitou o ato de vestir e despir. A compreensão de atividades rotineiras e de necessidades da usuária sobre o objeto roupa, partindo do estilo imaterial à escolha tangível e têxtil da peça, foi fundamental para entregar um resultado ajustado às necessidades específicas da usuária e que fosse de seu agrado. As propriedades térmicas do tecido e a vestibilidade agradaram à usuária, contudo, testes a médio prazo são necessários
Proteção por meio do instituto do desenho industrial: uma análise no segmento da moda afro-brasileira - (2025)

Melinda Nunes dos Santos Silva, Gerson Ferreira Junior, Arlindo Gomes de Macêdo Junior

Volume: 18 - Issue: 45

Resumo. Sendo a indústria da moda, um setor em constante expansão ao qual é responsável por gerar empregos e movimentar a economia mundialmente, imprescindível se faz garantir a devida proteção de suas criações perante o órgão competente. Ao se tratar de um dos modelos protetivos, o desenho industrial se mostra pouco utilizado por este segmento, sobretudo, na moda afro-brasileira que embasa este trabalho. Sendo assim, foi realizado prospecção tecnológica nos bancos de dados do INPI, assim como levantamento bibliográfico acerca do tema, de modo a analisar e quantificar os pedidos de registro feitos pelos empreendedores atuantes neste ramo. Através desta prospecção, constatou-se que há ínfimos pedidos de registro relacionados à moda afro-brasileira e que muitos empreendedores do setor começam com pouco estrutura financeira e conhecimento acerca de temas importantes ao negócio, o que acaba por deixar seus inventos sem a devida proteção. Adicionalmente, nota-se uma lacuna na literatura específica sobre o tema e que possa orientar os profissionais da moda afro-brasileira a protegerem os seus produtos e invenções.  Assim, percebe-se a necessidade de difundir o tema da propriedade intelectual a esses empresários, garantir o fomento de políticas públicas capacitadoras e educacionais, e com isso inserir os negócios no mercado de forma segura e com a estrutura necessária.
Tendências de Cores: Um Estudo pelo Ponto de Vista do Comportamento do Consumidor - (2025)

Paula Csillag, Ricardo Zagallo Camargo

Volume: 18 - Issue: 45

Resumo. O objetivo geral desta pesquisa é desenvolver um esquema inicial a respeito do estudo de tendências de cores que incorpore estudos de comportamento do consumidor. Assim, para atingir os objetivos propostos, a presente pesquisa pautou-se por uma pesquisa bibliográfica e documental, e uma pesquisa empírica. Para a pesquisa empírica, a metodologia utilizada foi grounded theory. A técnica de coleta de dados foi mediante entrevistas com profissionais de mercado atuantes na função de determinação de tendências de cores. Também foram analisados relatórios empresariais de tendências de cores, com estudos do Zeitgeist, coolhunting e paletas de cores propostas. A partir destes dados coletados na pesquisa empírica, em conjunto com dados secundários de pesquisas bibliográficas, linhas gerais foram traçadas para o desenvolvimento de um esquema teórico de tendências de cores que incorpore estudos de comportamento do consumidor.
Teoria da Cauda Longa no mercado de moda: Contribuições para a elaboração de uma Proposta de Sistema Produto-Serviço - (2025)

Angele Maine Rhoden, Fernanda Hansch Beuren

Volume: 18 - Issue: 45

Resumo. O presente artigo tem como objetivo propor um sistema produto serviço (Product-Service System - PSS) para o nicho de vestuário feminino plus size. Buscou-se como base para a pesquisa, o PSS (Beuren et al., 2013) e conteúdo sobre a Teoria da Cauda Longa (Anderson, 2006), a fim de atender a demanda percebida pelo nicho de vestuário feminino plus size. Para a presente pesquisa, aplicou-se o método indutivo, de finalidade aplicada, com análise de dados qualitativos. Dentre os procedimentos técnicos, a elaboração da pesquisa bibliográfica se deu a partir de uma revisão sistemática da literatura. O resultado obtido na revisão sistemática de literatura serviu como subsídio para a proposta de PSS.  
The traditional garments of Cuentepec native women: notes on the kueuitl - (2025)

Jorge Luis Pineda Garcia, Simone Grace de Barros

Volume: 18 - Issue: 45

Resumo. A Mexican indigenous community called Cuentepec preserves the traditional women's clothing known as kueuitl. The aim of this study was to explore the relationship between Nahua women from Cuentepec and their autochthonous dress. This ethnographic study primarily relied on participant observation, supplemented by interviews and bibliographic reviews. The photographs, reflections, and testimonies presented are the result of the researcher’s immersion in the community from May 2022 to January 2023. The research identified key elements of the traditional attire, concluding that it plays a fundamental role in the social dynamics of Cuentepec's women.
De qual gênero é sua roupa? Representações sociais e atribuição de estereótipos de gênero ao vestuário - (2025)

Frederico Rafael Gomes de Sousa, Luana Elayne Cunha de Souza

Volume: 18 - Issue: 44

Resumo. O objetivo desse estudo foi compreender as representações sociais acerca da atribuição de gênero ao vestuário. Para isso, contou-se com uma amostra de 256 pessoas que responderam ao Teste de Associação Livre de Palavras (TALP), com os termos indutores “roupa masculina” e “roupa feminina”. Os dados foram analisados por meio da Análise Prototípica, realizada no software Iramuteq. Os resultados indicam para as “roupa masculina” palavras que denotam mais praticidade, conforto e sobriedade, enquanto para as “roupa feminina” as palavras denotam mais variabilidade de peças, bem como foco na estética através de cores e estampas. Conclui-se que as representações sociais, bem como a atribuição de estereótipos em relação ao gênero das roupas, ainda se baseiam numa lógica binária de gênero que indica modos de vestir e de se comportar para os indivíduos.
Editorial - (2025)

Aliana Barbosa Aires, Josenilde Silva Souza

Volume: 18 - Issue: 44

Resumo. Editorial Dossiê - Diversidade, Inclusão e Interseccionalidade na Moda
Erika Hilton na revista Ela: uma proposta interseccional entre moda, gênero e política - (2025)

Luiz Carlos Rodrigues Fernandes, Verônica Soares da Costa

Volume: 18 - Issue: 44

Resumo. O artigo analisa a intersecção entre moda e política na figura de Erika Hilton, deputada federal pelo PSOL-SP, destacando como ela utiliza a moda para promover sua identidade de gênero e seu ati-vismo. O estudo de caso, baseado em uma entrevista à revista Ela d’O Globo pelo Dia Internacional das Mulheres, explora pautas de inclusão e diversidade ao mesmo tempo em que apresenta Erika em um ensaio fotográfico com ares de editorial de moda. A pes-quisa se classifica como básica, qualitativa e descritiva, utilizando pesquisa bibliográfica e abordagem da roleta interseccional, junta-mente com os quadros de sentidos de Ervin Goffman. Os resultados revelam as contradições entre o uso de marcas de luxo e as lutas sociais, evidenciando como a moda pode ser um meio de inclusão, mas também perpetuar exclusões.
Expediente - (2025)

Moda Palavra

Volume: 18 - Issue: 44

Resumo. Expediente Dossiê - Diversidade, Inclusão e Interseccionalidade na Moda 
Onde estão as mulheres de corpo gordo na tabela de medidas da Revista Manequim? - (2025)

Évora Juliene França Ferreira, Renata Fratton Noronha

Volume: 18 - Issue: 44

Resumo. A representatividade é fundamental, tanto nas questões sociais quanto no âmbito da moda, especialmente quando se trata de corpos reais. Esta pesquisa teve como objetivo analisar como a representação das mulheres de corpos gordos é retratada na revista Manequim na década de 1990 e na atualidade. Para isso, foram selecionadas quatro edições da revista que apresentaram alterações nas suas tabelas de medidas, sendo duas edições correspondentes aos anos de 1991 e 1996 e duas edições do ano de 2022. A metodologia aplicada baseou-se em uma revisão bibliográfica e na análise de conteúdo centrada nas tabelas de medidas, nos moldes e na interpretação das edições mencionadas. Foi possível constatar que, na década de 1990, houve um breve período de melhora na representatividade das mulheres com corpos gordos na revista. No entanto, ao longo dos anos, muito se discutiu sobre representação, mas pouco se fez para atender às demandas das consumidoras. Os resultados indicam que, embora haja uma intenção de incluir mulheres gordas na revista Manequim, essa inclusão ocorre nos textos, porém não se reflete nas tabelas de medidas. Isso demonstra uma discrepância entre o discurso e a prática, evidenciando que a representatividade ainda é um desafio a ser superado no campo da moda.
Recomendações para o desenvolvimento de projeto de sutiã para mulheres climatéricas - (2025)

Cássia Matveichuk Chernev, Iara Sousa Castro

Volume: 18 - Issue: 44

Resumo. Esta investigação teve como objetivo propor recomendações para o desenvolvimento de projeto de sutiã para mulheres climatéricas em contexto laboral. A pesquisa foi realizada com 10 mulheres em período climatérico ativas no mercado de trabalho, e foram aplicados três instrumentos de coleta de dados distintos: um questionário, o teste de usabilidade presente na metodologia OIKOS voltado para dois modelos de sutiãs disponíveis no mercado brasileiro, e uma entrevista semiestruturada. Os resultados do questionário elucidaram as preferências de uso e compra de sutiãs pelas mulheres climatéricas, os sutiãs testados, nos modelos tradicional e triangular, tiveram boas notas na avaliação de usabilidade, e a entrevista ajudou a esclarecer algumas questões pertinentes aos sutiãs e ao teste de usabilidade. Conclui-se que ainda há espaço para que o projeto de sutiã para mulheres climatéricas seja aprimorado, tornando possível atingir o objetivo desta pesquisa, contribuindo para que o sutiã se torne uma peça mais adequada ao corpo e às atividades do público feminino no climatério.
Reflexões para uma moda em perspectivas afrodiaspórica e decolonial - (2025)

Greg Alexandre Malaquias, Alexandra Eliza Vieira Alencar

Volume: 18 - Issue: 44

Resumo. Há muito já se problematiza sobre a moda, e seu sistema, enquan-to produções da cultura ocidental supremacista branca capitalis-ta (hooks, 2019), podendo-se acrescentar patriarcal, cissexista, cisheteronormativa e ciscolonial (Vergueiro, 2016) como provoca-ções. Este estudo tem como objetivo ressaltar a importância das perspectivas afrodiaspóricas e decolonial para tensionar o campo da moda, sobretudo a relação entre estética, corpo, moda e proces-sos de subjetivação. Considerandoa importância de perspectivas corporificadas e situadas (Kilomba, 2019; Haraway, 1995), esta pesquisa básica com revisão bibliográfica demonstra a busca por saberes afirmativos na elaboração da percepção crítica e sensível sobre moda, sistema de moda e estética, de modo a ressaltar as contribuições dos Feminismos Negros, da Teoria Decolonial, Trans-feminismo e das discussões sobre Moda e Decolonialidade. Assim, em honra aos esforços de mulheres negras e de perspectivas afro-diaspóricas, propõe-se a valorização de subjetividades negras, bem como da ancestralidade, possibilitando reflexões com perspectivas corporificadas no campo da moda acerca de processos de subjeti-vação e, ainda, de cultura e estética a partir da contribuição dessas subjetividades. Foi possível compreenderque o campo da moda é político, que a estética é política, assim como os dispositivos de produção de existências, de modos de estar, ser e fazer mundo.
Uma reflexão sobre a constituição das drag queens em interlocução com as personificações do Japão - (2025)

Maria Paula Hampshire, Christine Greiner

Volume: 18 - Issue: 44

Resumo. As Drag Queens são uma referência na história do teatro e da performance, nas discussões de gênero e nas pesquisas de moda. No Ocidente, este marco de diversidade emerge com mais força nas mídias, a partir dos anos 1990 nos Estados Unidos. Na Ásia, pode-se dizer que há uma interlocução entre as Drags e as Artes do Corpo, que remontam ao século XVII, sendo que as vestes e a maquiagem acabaram agindo como ativadoras de corpos, ultrapassando assim a noção tradicional de figurino. Este artigo tem como objetivo discutir sobre a constituição performática de Drag Queens documentadas especificamente por Cláudia Guimarães em São Paulo e de atores onnagata do teatro kabuki em interface com algumas personagens da dança butô de Kazuo Ohno. A metodologia envolve pesquisa bibliográfica amparada principalmente na teoria corpomídia (Katz; Greiner, 2015) e pesquisa iconográfica para analisar de forma qualitativa singularidades de corpos fora dos padrões heteronormativos, apontando como a moda trans tem ativado questões políticas e existenciais que já completam quatro séculos e pode ser considerada um dispositivo fabulatório para explicitar subjetividades.
Comunicação crítica de moda: para além das tecnologias, uma revolução nos discursos - (2024)

Adriana Pereira Gomes, Márcia Vidal Nunes

Volume: 17 - Issue: N. 43

Resumo. Embora seja um fenômeno rico em conexões com diversos aspectos da sociedade, a moda é tratada majoritariamente nos veículos de comunicação e pelos criadores de conteúdo através de pautas relacionadas a tendências, produtos, celebridades e eventos da área. Numa era onde a tecnologia permite a geração de conteúdos de forma massiva, onde está a voz desses comunicadores? Seria o conteúdo de natureza crítica um caminho para fortalecer o discurso e conferir maior originalidade para esses comunicadores? Tomando como plataforma o Instagram, buscamos compreender como a discussão sobre moda vem sendo atualizada por meio dos discursos de influenciadoras. Através de uma netnografia (Kozinets, 2014) combinada a uma análise de conteúdo (Bardin, 2016) pautada no perfil de Verena Figueiredo, buscamos investigar como a influenciadora insere conteúdo crítico através de vídeos compartilhados no Instagram e como o público responde a ele. Nossos resultados identificaram uma discussão crítica de moda que se subdivide entre uma mais especializada, voltada para temáticas mais específicas, e uma mais abrangente que utiliza de diversas temáticas para tratar de fenômenos de grande dimensão na indústria da moda. Os dados apontam para uma maior identificação do público com essa discussão crítica mais abrangente e nos permite inferir que influenciadoras podem ser vetores para um discurso de moda não apenas mais questionador, mas também mais coerente com as mudanças que temos vivenciado na sociedade como um todo e na indústria de moda.
Design de Comunicação de Moda: análise do consumo de informação por estudantes de Design de Moda de uma universidade brasileira - (2024)

Carolina Mendes, Juliana Bueno, Maria José Sacchetti

Volume: 17 - Issue: N. 43

Resumo. A partir de uma pesquisa em Design que desenvolve uma interface digital direcionada ao ensino acadêmico de Design de Moda, este artigo traz um desdobramento de sua componente exploratória. O objetivo deste artigo é analisar como estudantes de Design de Moda da Universidade Estadual de Londrina consomem conteúdo de Moda para identificar oportunidades para os meios digitais de comunicação de forma a complementar o ensino universitário e prepará-los para o mercado profissional. O método da pesquisa parte de revisão de literatura sobre a evolução da comunicação de Moda desde o início até seu contexto atual e aplicação de questionário com estudantes e entrevistas com professoras. São selecionadas respostas do primeiro e quarto ano para comparação e os principais comentários das entrevistas para sustentar a discussão sobre as questões mais importantes observadas. Por fim é discutido como a comunicação entre professores e estudantes e o percurso acadêmico podem influenciar na procura por informação de Moda pelos estudantes. O artigo tem como resultado a ampliação de perspectivas e possibilidades para as mídias digitais de comunicação de Moda com recursos educativos que complementam o ensino universitário e auxiliam os estudantes no complexo sistema profissional de Moda.
Editorial - (2024)

Ana Marta M. Flores, William Afonso Cantú

Volume: 17 - Issue: N. 43

Resumo. Edição Dossiê — Julho /2024 Dossiê  - A revolução da cultura digital no jornalismo de moda: futuros possíveis
Expediente - (2024)

Moda Palavra

Volume: 17 - Issue: N. 43

Resumo. Editora chefe Daniela Novelli, Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC), Florianópolis, SC, Brasil.
Masculinidades em editoriais masculinos: comunicação, moda e gênero - (2024)

Daniel Keller, Denise Castilhos de Araújo

Volume: 17 - Issue: N. 43

Resumo. A masculinidade vai sendo forjada enquanto identidade de gênero em cada etapa de interação social – inclusive aquelas intermediadas pela comunicação midiática. Por isso, as revistas de moda, através de seus editoriais, reforçam ou editam características identitárias através do consumo de imagens. Estas imagens que representam sujeitos embebidos em uma doxa (BOURDIEU, 2014) e se dá neste mesmo contexto – que, por sua vez, está estruturada na cultura, nas representações imagéticas dos editorais e, consequentemente, no corpo. A moda, enquanto campo do simbólico, se apresenta como um espaço de manifestação destas masculinidades, que se mostram transgressoras, ainda que incorram em manutenções conservadoras. Estas análises foram possíveis a partir da análise de discurso (BARDIN, 1977) aplicada em editoriais de moda masculina indexados pela plataforma Fucking Young (2015 e 2023). Desta forma, percebem-se as diversas narrativas que podem ser entendidas como manifestações, portanto, linguagens culturais (CANTU; GOMES, 2023).
Moda e Semiótica: uma análise de capas da revista Vogue Brasil em tempos de pandemia - (2024)

Marcelino Gomes dos Santos, Juan dos Santos Silva, Poincyana Sonaly Bessa de Holanda, Durval Muniz de Albuquerque Júnior

Volume: 17 - Issue: N. 43

Resumo. Este artigo trata de uma análise semiótica das capas da revista Vogue Brasil, lançadas no primeiro ano da pandemia da Covid-19. Objetiva-se, neste caminho, analisar os sentidos produzidos pelas capas da referida revista de moda em 2020, recorte temporal em que o mundo testemunhou os efeitos mais nocivos da pandemia. Para realizar a análise semiótica das capas recorreu-se aos suportes digitais online. A partir das fontes encontradas, procedeu-se com uma análise semiótica das capas, estabelecendo relações entre os sentidos produzidos por elas e sua ligação com o “espírito dos tempos”, isto é, com o contexto histórico em que foram produzidas. Como fundamentação teórica, as análises semióticas respaldam-se nos estudos de Lúcia Santaella (1983; 2010) sobre Semiótica; em estudos de Joly (2012) e Kossoy (2019) sobre imagem e produção de sentidos, além de outras pesquisas que tomaram as capas de revistas como objetos de análise, como o trabalho de Holanda (2017). Os resultados da pesquisa apontam para uma postura discreta e sutil da Vogue Brasil ao tratar da pandemia da Covid-19, ao mobilizar elementos semióticos em suas capas que fazem referência direta a essa questão de saúde pública mundial, ainda que o foco da referida revista não seja assuntos dessa natureza.
Moda, diversidade e Instagram: um olhar para as seis principais revistas de moda no Brasil - (2024)

Thaisa Bueno, Leila Lima de Sousa

Volume: 17 - Issue: N. 43

Resumo. Este artigo pretende entender o espaço da diversidade no conteúdo de moda de seis importantes revistas de moda no país. O estudo avalia o conteúdo nos posts na rede social Instagram da Vogue Brasil, Elle Brasil, Harper’s Bazaar, Glamour Brasil, Marie Claire Brasil e L‘Officiel Brasil. O recorte de tempo é de três meses e contabiliza 3.083 conteúdos – de 01 de agosto a 31 de outubro de 2022. Trata-se de um estudo de viés descritivo e exploratório que teve como intuito identificar o tema mais comum nas postagens, qual o enfoque (nacional ou internacional) dado à cobertura na rede social, avaliar o grau de factualidade na cobertura e, por fim, identificar o espaço que este conteúdo deu à diversidade. Um livro de códigos com categorias predeterminadas (Creswell, 2003) foi utilizado para orientar o processo de análise. O resultado, cuja apreciação foi guiada pelos métodos de análise descritiva de dados (Marconi e Lakatos; 2018; Marques de Melo, 2006; Hamel, 2000), mostra que as propostas editoriais que as revistas privilegiam no Instagram têm dedicado pouco espaço para a diferença. Embora existam algumas iniciativas que buscam trazer maior visibilidade e representatividade para grupos variados, a maioria das publicações nas redes sociais dessas revistas perpetua modelos-padrão de beleza idealizados, que excluem pessoas de diferentes origens étnicas, tamanhos corporais e outras características físicas. Isso tem levado a uma representação limitada e estereotipada nas revistas de moda, o que perpetua uma visão racista e discriminatória da sociedade.
Os fundamentos do jornalismo de moda: um mapeamento da produção acadêmica no Brasil e no mundo (2011-2023) - (2024)

Larissa Molina Alves, Lia da Fonseca Seixas

Volume: 17 - Issue: N. 43

Resumo. O artigo tem como objetivo discutir quais seriam os elementos fundamentais do jornalismo de moda enquanto jornalismo especializado. A partir do mapeamento da produção acadêmica em periódicos, repositórios e bases de dados científicos, produzimos o estado da arte dos estudos do jornalismo de moda no Brasil e no mundo publicados em três idiomas entre 2011 e 2023. Os resultados revelam que o jornalismo de moda é considerado jornalismo especializado, dentro do que se chama estilo de vida. Apresenta funções similares do jornalismo tradicional, crítica de moda, além da prestação de serviço, aconselhamento e entretenimento; as características de atualidade, novidade, e periodicidade; a força da opinião, do gênero jornalístico opinativo, e o destaque a imagem.  
A interação dialógica entre influenciadores digitais de moda e seguidores no Instagram - (2024)

Lair Barroso Arraes Rocha Silva, Andressa Carla Palavecini, Olga Maria Coutinho Pépece

Volume: 17 - Issue: 42

Resumo. O texto explora a dinâmica do diálogo entre influenciadores digitais de moda e seguidores no Instagram, destacando a utilidade dessa relação no consumo de moda. Para os influenciadores, a interação é uma fonte de inspiração, evidenciada por feedbacks e engajamento dos seguidores. Os seguidores têm os influenciadores como referência de moda, especialmente em compras de moda acessível e réplicas, dada a disparidade econômica entre as classes brasileiras. A pesquisa, realizada por meio de netnografia, revela que o Instagram é a principal plataforma para essa interação, apesar de seus pontos fracos. Estratégias são implementadas para superar essas limitações, como o uso de outras plataformas, clubes de leitura e encontros presenciais. Para os influenciadores menores, o Instagram se assemelha a uma ferramenta de marketing de relacionamento, enquanto para os mega influenciadores é percebido como uma versão atualizada da televisão. O artigo chama a atenção para a importância de as marcas valorizarem influenciadores que saibam estabelecer diálogo com seus seguidores, uma vez que o diálogo é uma força vital na criação de significado e coesão na sociedade globalizada, e nem todos os influenciadores conseguem realizá-lo adequadamente.