Entomology Beginners

(86 Artigos indexados)

Metodologia para criação de Musca domestica (Linnaeus, 1758) (Diptera: Muscidae) e o predador potencial Macrocheles merdarius (Berlese, 1889) (Acari: Macrochelidae), em condições de laboratório - (2025)

Bianca de Paula Valério, Leopoldo Ferreira de Oliveira Bernardi, Khalid Haddi, Lívia Maria Silva Ataíde

Volume: 6 - Issue: 0

Resumo. Quando as populações de Musca domestica (Linnaeus, 1758) (Diptera: Muscidae) se proliferam excessivamente, elas podem se tornar uma praga significativa, capaz de transmitir doenças a humanos e animais. As larvas dessas moscas se desenvolvem em fezes e matéria orgânica, onde também podem ser encontrados predadores naturais como ácaros, especialmente os da família Macrochelidae. A espécie Macrocheles merdarius (Berlese, 1889) (Acari: Macrochelidae) é notável por se adaptar a diversos substratos e pode desempenhar um papel importante no controle biológico de M. domestica. Este estudo teve objetivo de estabelecer uma metodologia para a criação de M. domestica e M. merdarius em laboratório. Os espécimes foram coletados em aviários em Lavras, Minas Gerais, Brasil e identificados com o auxílio de chaves taxonômicas. As moscas adultas foram alimentadas com açúcar, leite em pó e água e as larvas com farelo de trigo, farinha de carne e água, enquanto os ácaros foram cultivados em substrato com farelo de trigo, farinha de carne e água, com adição periódica de ovos e larvas de moscas. O protocolo desenvolvido permitiu a obtenção de 26 gerações de mosca e 36 gerações de ácaro ao longo de dois anos. A metodologia demonstrou ser robusta e de fácil replicação, fornecendo condições ideais para o desenvolvimento de ambas as espécies. O protocolo se apresenta como uma ferramenta viável para estudos futuros sobre o uso de M. merdarius no controle biológico de M. domestica, além de se mostrar eficiente para pesquisas que investigam as interações entre pragas e seus predadores naturais.
Morphological camouflage: Efficacy of body wax in the interaction among lady beetle larvae, tending ants, and mealybugs - (2025)

Adria Samara Galindo, Christian Sherley Araujo Silva-Torres

Volume: 6 - Issue: 0

Resumo. Multitrophic interactions can affect pest management practices. The mealybugs are major crop pests worldwide because they can transmit plant pathogens and cause yield loss. Mutualistic ants tend to and protect mealybugs from predators in exchange for the honeydew they discharge. On the other hand, some lady beetles have a wax layer covering their body as a defense mechanism and camouflage against mealybug tending ants. Thus, this study investigates the efficacy of body wax protection within the multitrophic interaction among lady beetles, mealybugs, and tending ants. To do so, nests of fire ants were collected from the field and transferred to round micro-plots containing mealybug-infested cotton plants in a greenhouse. Next, two different types of lady beetle larvae, wax-covered and waxless, were placed on the same micro-plots to forage on infested cotton leaves. Ants were allowed to freely tend the mealybugs on the leaves where lady beetle larvae were, and the number of lady beetle larvae alive per plant was measured at: 24, 48, 72, 96, and 120 hours after release. Regardless of the time, waxless lady beetle larvae suffered higher predation by ants than wax-covered larvae. Results indicate that wax cover is an advantageous strategy of lady beetle larvae significantly enhancing their survival when exposed to mealybug-tending ants.
Mosquitos (Diptera: Culicidae) de importancia médica en la ciudad fronteriza de Chetumal, sureste de México - (2025)

Rahuel Jeremías Chan-Chable, Arely Martínez-Arce, Luis Miguel Hernandez-Triana, Pedro Christian Mis Avila

Volume: 6 - Issue: 0

Resumo. Debido a la importancia médica de algunas especies de culícidos, su identificación precisa es el primer paso para establecer programas de vigilancia y prevenir la transmisión de patógenos. Para la identificación de culícidos en la ciudad de Chetumal se combinaron datos morfológicos y moleculares (Citocromo c Oxidasa I/Código de barras de ADN). Se colectó un total de 866 especímenes (hembras adultas) que corresponde a siete géneros y 22 especies. Diez de las 22 especies colectadas tienen importancia médica y veterinaria. Sobresalen las especies Aedes aegypti (Linnaeus, 1762), el principal vector de dengue en el mundo, Anopheles albimanus Wiedemann, 1820 y Anopheles vestitipennis Dyar & Knab, 1906, los cuales son principales vectores de paludismo en México. Nuestro estudio enfatiza la relevancia de monitorear los mosquitos en las ciudades fronterizas y la importancia de involucrar diferentes herramientas para la correcta identificación de especies con importancia médica.
Nidificação de Nasutitermes cf. callimorphus Mathews, 1977 (Blattodea: Termitidae) em Aechmea bromeliifolia (Rudge) Baker no Parque Estadual do Pico do Itambé, Minas Gerais - (2025)

Natacha Aparecida da Silva, Davi Gomes de Lima, Gabriel de Castro Jacques, Marcos Magalhães de Souza

Volume: 6 - Issue: 0

Resumo. As bromélias são plantas que frequentemente abrigam diversos insetos em suas rosetas, e estabelecem interações ecológicas com diferentes níveis de dependência. Entre os táxons associados, os cupins destacam-se pelo uso das bromélias como abrigo ou local de forrageamento, embora os registros de nidificação sejam raros. Este trabalho apresenta o primeiro registro de nidificação de Nasutitermes cf. callimorphus Mathews, 1977 (Blattodea: Termitidae) em uma planta de Aechmea bromeliifolia (Rudge) Baker (Bromeliaceae), no Parque Estadual do Pico do Itambé, Minas Gerais, Brasil, realizado de forma ocasional no dia 30 de novembro de 2024. A interação observada mostra o uso da planta como substrato para ninhos, provavelmente em uma colônia policalística, aproveitando-se da umidade e da estrutura oferecida pelo fitotelma. O registro amplia o conhecimento sobre o comportamento de nidificação de cupins e suas interações com bromélias, além de levantar questões sobre os efeitos dessa associação na fisiologia da planta hospedeira.
O que sabemos sobre os Lonchaeidae (Diptera: Tephritoidea) no estado do Acre, Brasil? - (2025)

Rodrigo Souza Santos, Laura Jane Gisloti, Vanessa Vitória Leão da Silva, Ricardo Adaime

Volume: 6 - Issue: 0

Resumo. As espécies de moscas da família Lonchaeidae (Diptera) têm sido relatadas como invasoras primárias de plantas cultivadas comercialmente e de espécies vegetais silvestres. No Estado do Acre, particularmente, estão reportadas apenas duas espécies Neosilba glaberrima (Wiedemann, 1830) e Neosilba zadolicha McAlpine & Steyskal, 1982, associadas a poucas espécies vegetais hospedeiras. Este trabalho objetiva mostrar as lacunas no conhecimento sobre os Lonchaeidae no Estado do Acre e despertar o interesse de estudantes de iniciação científica pelo estudo desse grupo biológico.
Relato de comportamento agonístico entre uma abelha-sem-ferrão (Apidae: Meliponinae) e uma vespa social (Vespidae: Polistinae) no sudeste do Brasil - (2025)

Richard Alex dos Santos Nacasato, Glauco Cássio de Sousa Oliveira, Marcos Magalhães de Souza

Volume: 6 - Issue: 0

Resumo. As abelhas-sem-ferrão possuem diferentes inimigos naturais, os quais favoreceram o desenvolvimento de uma variedade de adaptações defensivas, tais como estruturais, químicas e comportamentais. Existem poucos registros de interações entre essas abelhas e vespas sociais, assim, este estudo relata uma interação agonística entre a abelha-sem-ferrão Nannotrigona testaceicornis (Lepeletier, 1836) e a vespa social Synoeca cyaneae (Fabricius, 1775) no sudeste do Brasil. Hipóteses que podem ter motivado o ataque são discutidas, mas são inconclusivas,  portanto, são necessários mais trabalhos que as investiguem mais profundamente, pois pode ser que essa interação seja mais comum do que se saiba, o que seria relevante para o manejo dessas abelhas.
Biodiversidade de Arachnida e Myriapoda (Arthropoda) do leste Maranhense, nordeste do Brasil: subsídios para a Coleção Didática Zoológica da UFMA/Campus de Codó - (2024)

Raylana Lira Silva, Jacyelle Santos Silva, José Orlando de Almeida Silva, Rodrigo Salvador Bouzan, Antonio D. Brescovit, Luiz Felipe Moretti Iniesta

Volume: 5 - Issue: 0

Resumo. Coleções biológicas são a base da pesquisa taxonômica, pois fornecem dados sobre a riqueza de espécies e diversidade biológica regionais. Espécimes depositados em coleções estão sistematicamente organizados e identificados, o que permite o conhecimento da biodiversidade, bem como o seu uso para fins educacionais. No município de Codó, no estado do Maranhão, na região Nordeste do Brasil, está localizado um dos campi da Universidade Federal do Maranhão (UFMA) e cuja região é conhecida pela grande abundância de Arecaceae, mas sem nenhuma unidade de conservação. Com o objetivo de subsidiar informações sobre a coleção didática do campus da UFMA, o presente estudo contribuiu com a organização de artrópodes dessa coleção, em especial os Arachnida e Myriapoda, além de fornecer informações sobre a ecologia e distribuição desses táxons na região. A região do povoado Amorim apresentou a maior riqueza de espécies, em especial da classe Diplopoda, e diversidade, enquanto o povoado de Bruacas apresentou a maior equitabilidade. As regiões de Amorim, Bacabinha e Bruacas apresentaram grande similaridade faunística. Ressaltamos que as áreas dos povoados nos quais foram obtidas as amostras de Arachnida e Myriapoda sofrem com o avanço de atividades extrativistas, o que pode acarretar a perda da diversidade biológica nas áreas ainda quase que inexploradas para a fauna. Assim, essas informações são importantes para atenuar essa subamostragem e subsidiar o conhecimento sobre a biodiversidade local.
Is the reuse of abandoned nest material a characteristic of the genus Parachartergus Ihering, 1904 (Vespidae: Polistinae)? - (2024)

Jackie Anne Silverio de Souza, Diego Gonçalves dos Santos Renne, Marcos Magalhães de Souza, Gabriel de Castro Jacques

Volume: 5 - Issue: 0

Resumo. The social wasp species of the genus Parachartergus Ihering, 1904 (Vespidae: Polistinae) use plant fibers and saliva to build their nests, although two species are known to reuse material from abandoned nests belonging to other wasps. This paper aims to report the species Parachartegus pseudapicalis Willink, 1959, which has reused material from an abandoned social wasp nest. The record occurred at random, in November 2023, in the Atlantic Forest and Cerrado transition area, in the municipality of Luminárias, southern Minas Gerais, Brazil. The reported behavior is similar to that observed in Parachartegus fraternus (Gribodo, 1892) and Parachartegus colobopterus (Lichtenstein, 1796). This reuse may be frequent in Parachartergus, but further studies are suggested in order to better elucidate this behavior and its evolutionary significance.
Larvas de Odonata (Insecta) em um trecho do rio Marambaia, ilha da Marambaia, Rio de Janeiro, Brasil: distribuição e preferência por substratos - (2024)

Karoline Oliveira de Souza, Antônio Igor Vieira Bernardo, Arize Duarte Vieira, Evaldo Alves Joaquim Junior, Gisele Luziane de Almeida, Jéssica Furtado de Andrade, Leandro Ferreira Gouvêa, Rachel Amaro de Souza, Fernanda Avelino-Capistrano

Volume: 5 - Issue: 0

Resumo. Odonata é uma importante ordem de insetos hemimetabólicos com grande representação popular. As larvas são aquáticas e podem colonizar ambientes lóticos e lênticos. O objetivo deste estudo foi verificar a distribuição de larvas de Odonata em diferentes substratos, caracterizar o padrão de distribuição destas larvas e verificar a preferência por micro-habitat dos indivíduos em relação aos substratos em um trecho do Rio Marambaia, na Ilha da Marambaia, Rio de Janeiro. A Ilha da Marambaia está localizada na Baía de Sepetiba sendo uma importante área de Mata Atlântica preservada, que se encontra sob jurisdição do corpo de Fuzileiros Navais. Coletas mensais foram realizadas entre os meses de julho/2018 a junho/2019, em três áreas de 100 m, ao longo de um trecho contínuo de 1 km. Coletas manuais foram realizadas em cinco diferentes substratos: areia, folhiço de fundo, folhiço retido, rocha fixa e rocha rolada. Foram coletadas 154 larvas, identificado e distribuído em seis famílias e seis gêneros: Limnetron (Förster, 1907) (Aeshnidae) (n = 14), Argia (Rambur, 1842) (Coenagrionidae) (n = 105), Brechmorhoga (Kirby, 1894) (Libellulidae) (n = 5), Progomphus (Selys, 1854) (Gomphidae) (n = 7), Heteragrion (Selys, 1862) (Megapodagrionidae) (n = 18), Perilestes (Selys, 1862) (Perilestidae) (n = 5). O trecho com maior abundância foi o Trecho 2. Argia foi o gênero mais abundante (68,2% das amostras) e a sua preferência foi pelo substrato rocha; Heteragrion, Limnetron e Perilestes demonstraram ter preferência por substratos com folhiço; Brechmorhoga e Progomphus por substratos com areia, corroborando com dados citados na literatura.
Nidificação de vespas sociais (Vespidae) em Coffea arabica L. no sul de Minas Gerais - (2024)

Andressa Negri Palandi, Eike Daniel Fôlha-Ferreira, Marcos Magalhães de Souza

Volume: 5 - Issue: 0

Resumo. Sabe-se que as vespas sociais predam diferentes pragas agrícolas, inclusive do cafezal, porém há poucos estudos que se propuseram a inventariar a fauna de vespídeos em áreas de cultivo de Coffea arabica L., bem como poucas informações das espécies que conseguem nidificar na planta do café. Por isso o objetivo deste trabalho foi inventariar a fauna desses insetos que nidificam nesta planta em áreas de cultivo no sul de Minas Gerais. O estudo foi realizado no período de 06 de abril a 02 de junho de 2024 em cinco propriedades nos municípios de Inconfidentes, Borda da Mata e Jacutinga. Foram registradas 14 colônias de sete espécies, além de seis ninhos abandonados. Estas espécies já foram documentadas em áreas de cultivo de café, mas este estudo comprova a nidificação dessas em plantas da espécie, C. arabica. Conclui-se o presente trabalho apontando-se para o fato de não haver ainda um modelo de manejo capaz de conciliar a manutenção das colônias de vespas sociais na planta do café durante as práticas de poda, colheita do fruto e de aplicação de fitossanitários.
Nidificação de vespas sociais (Vespidae: Polistinae) em bananeira Musa sp. (Musaceae), no sul do estado de Minas Gerais, Brasil - (2024)

Rogério Henrique Custódio, Fernando Gonçalves de Aguiar Crispim, Marcos Magalhães de Souza

Volume: 5 - Issue: 0

Resumo. As vespas sociais nidificam em diferentes substratos, mas há poucas informações sobre o uso de bananeiras, plantas de interesse comercial e utilizadas como quebra vento em outras culturas, portanto o objetivo aqui é acrescentar informações sobre a nidificação de vespas sociais em bananeira, Musa spp. (Musaceae) no sul de Minas Gerais. O trabalho foi realizado durante o período de 21 de outubro de 2023 a 28 de fevereiro de 2024, em sete dias de amostragem, com duas horas diárias de campo, em horários variados, o que totalizou 14 horas de trabalho de campo, na área da fazenda escola do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas campus Inconfidentes, município de Inconfidentes. Foram registradas 25 colônias de nove espécies nidificando na bananeira, portanto, essa planta é utilizada como substrato por diferentes espécies de vespídeos, e isso pode beneficiar essa cultura e outras associadas, como o cafeeiro, pois esses insetos sociais são predadores de diferentes pragas que afetam negativamente várias plantas de interesse agrícola.
Ocorrência de insetos em frutos de Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville (Fabales: Fabaceae) no bioma Cerrado, em Minas Gerais, Brasil - (2024)

Jaqueline da Silva Souza, Karine Schoeninger, Jardel Boscardin

Volume: 5 - Issue: 0

Resumo. O barbatimão [Stryphnodendron adstringens (Mart.) Coville (Fabales: Fabaceae)] é uma espécie com ampla distribuição no bioma Cerrado e possui importância ecológica, econômica e social. O presente estudo objetivou verificar a ocorrência de insetos associados a frutos de barbatimão. Para tanto, foram coletados em fevereiro de 2019, frutos de barbatimão na localidade de Gonçalves (GNÇ), em Monte Carmelo e no Distrito de Dolearina (DLE), em Estrela do Sul, Minas Gerais. Em cada área foram selecionadas 10 árvores matrizes e coletados 10 frutos em cada árvore, totalizando 100 frutos por área. Em laboratório procederam-se a mensuração da massa e do comprimento de cada fruto coletado. Os frutos foram acondicionados, individualmente, em recipientes plásticos cobertos com tecido do tipo “voil”. Contabilizou-se, quinzenalmente, o número de insetos emergidos dos frutos iniciando no momento da primeira emergência até se verificar a interrupção da emergência dos insetos. A espécie Acanthoscelides gregorioi (Pic, 1931) (Coleoptera: Chrysomelidae) foi encontrada consumindo sementes de S. adstringens apenas na localidade de Monte Carmelo, assim como os himenópteros dos gêneros Chelonus e Pseudophanerotoma. A espécie Cydia tonosticha (Meyrick, 1922) (Lepidoptera: Tortricidae) foi encontrada em ambas as áreas estudadas, e além das sementes, a espécie também se alimenta da polpa dos frutos de barbatimão. Houve diferença significativa entre as médias de peso e comprimento dos frutos coletados. Os maiores valores médios foram encontrados em GNÇ, o que pode ter contribuído para a maior abundância de espécimes de insetos associados a frutos de barbatimão na localidade.
Possível uso de ninho de Mischocyttarus ypiranguensis Fonseca, 1926 (Hymenoptera: Vespidae) para camuflagem de mãe-da-lua Ameropterus sp. (Neuroptera: Ascalaphinae: Ululodini) - (2024)

Eike Daniel Fôlha Ferreira, Gabriel de Castro Jacques, Marcos Magalhães de Souza

Volume: 5 - Issue: 0

Resumo. A camuflagem é uma estratégia de sobrevivência para muitos insetos. Neste trabalho, o objetivo é apresentar informações sobre a etologia de Ameropterus sp. (Ascalaphinae), em relação a uma possível estratégia de camuflagem em ninho abandonado de vespa social. Observamos um indivíduo de Ameropterus sp. repousado sobre as células de um ninho abandonado da vespa social Mischocyttarus ypiranguensis Fonseca, 1926. O Ameropterus sp. encontrava-se com o corpo e antenas esticadas, assim como as asas sobre o tórax e abdome, o que dificultava a visualização de seu corpo. Além disso, também apresentava coloração e forma similar ao do ninho da vespa social, o que sugere uma possível estratégia de camuflagem. Este comportamento pode ser uma adaptação para dificultar sua visualização, fornecendo proteção contra predadores diurnos. Nossas observações permitem criar a hipótese de que algumas espécies de Ascalaphinae possam utilizar ninhos abandonados de vespas sociais como proteção baseada em camuflagem, mas são necessários mais estudos para melhor avaliação dessa possível condição, pois pode ser também uma situação casual.
Presença de adultos de Cyclocephala verticalis, 1847 (Coleoptera: Scarabaeidae: Dynastinae: Cyclocephalini) em botões florais de Nymphaea amazonum Mart. & Zucc. - (2024)

Emilly Vieira Drosdosky, Eduarda Silva de Lima, Vinicius Mardegan Sangiorgio, Karina Dias-Silva

Volume: 5 - Issue: 0

Resumo. A polinização de plantas pelos insetos é bem conhecida pela comunidade científica e pela população. Porém, é comum quando se fala em polinização que se pense logo nas abelhas. Aqui observamos besouros Cyclocephala verticalis Burmeister, 1847 (Coleoptera: Scarabaeidae: Dynastinae: Cyclocephalini) em botões florais de Nymphaea amazonum Mart. & Zucc.. Nosso objetivo é relatar a presença de besouros terrestres em plantas aquáticas. Observamos 11 indivíduos de C. verticalis em 10 botões florais de N. amazonum. Observações como essa, nos permitem entender mais sobre a interação inseto/planta e ampliar o conhecimento sobre a relação entre organismos terrestres e aquáticos.
Primeiro registro de Ceyxia pseudovillosa Andrade & Tavares, 2009 (Hymenoptera: Chalcididae) no estado do Acre - (2024)

Rodrigo Souza Santos, Douglas Silva Menezes, Niqueli Cunha da Costa Sales, Vênus de Mel Almeida da Silva

Volume: 5 - Issue: 0

Resumo. Os insetos parasitoides possuem grande importância ecológica e econômica, pois atuam como reguladores de populações de insetos fitófagos, controlando pragas florestais e agrícolas. No entanto, apesar da sua relevância, os parasitoides ainda podem ser considerados como pouco estudados na região Norte do Brasil. Nesse sentido, o objetivo desse trabalho é registrar pela primeira vez a espécie Ceyxia pseudovillosa Andrade & Tavares, 2009 (Hymenoptera: Chalcididae) no estado do Acre, oriunda de coleta por armadilha Malaise na terra indígena Puyanawa, Mâncio Lima, Acre. Este registro aumenta tanto o conhecimento acerca das espécies de Chalcididae ocorrentes no estado do Acre, bem como o conhecimento acerca da distribuição geográfica dessa espécie no Brasil.
Registro de Megasoma typhon typhon (Olivier, 1789) (Coleoptera, Melolontidae Dynastinae) em perímetro urbano próximo ao Parque Natural Municipal da Taquara, Duque de Caxias – RJ - (2024)

Jacqueline Monteiro Correia Cruz, Paschoal Coelho Grossi, Bruno Clarkson

Volume: 5 - Issue: 0

Resumo. O presente estudo apresenta o aparecimento de espécimes do besouro Megasoma typhon typhon (Olivier, 1789) (Melolonthidae, Dynastinae), em uma área urbana privada próxima ao Parque Natural Municipal da Taquara, em Duque de Caxias, RJ. A espécie se distribui pelo Novo Mundo, encontrado especialmente na Caatinga, Cerrado e Mata Atlântica. Durante maio de 2022, um macho adulto foi avistado próximo a edifícios administrativos de uma empresa na região, possivelmente atraído por luzes artificiais e por consequência do avanço do desmatamento. O besouro foi observado e medido, porém não foi coletado. Em junho de 2023, foi encontrada uma fêmea morta da mesma espécie no mesmo local, indicando a recorrência da espécie na região. A fêmea foi coletada e depositada no Museu de Entomologia da Universidade Estadual do Norte Fluminense Darcy Ribeiro (MELEF-UENF). O artigo destaca a importância de estudar mais a fundo a biologia e o comportamento das espécies do gênero Megasoma Kirby, 1825 e a necessidade de projetos de conservação para evitar o descontrole populacional e a extinção. Também é apontado a crescente presença dessas espécies em áreas urbanas devido à fragmentação de seus habitats naturais e destaca a importância de coletar dados mais detalhados para uma melhor compreensão da biologia e da conservação dessas espécies.
A prática leva a perfeição: qual o tempo de treinamento de coletas para jovens entomólogos tornarem-se eficientes? - (2023)

Rodrigo Aranda, Ana Carolina Porto, Carlo Benetti, Lara Freitas

Volume: 4 - Issue: 0

Resumo. Entre diversas técnicas de captura de insetos, a captura ativa por rede entomológica é uma das que demandam maior domínio do coletor, para que seja feito o seu uso correto, tendo assim por consequência, uma boa eficiência para a captura dos insetos. O objetivo do trabalho é descrever o tempo necessário para que jovens entomólogos adquiram prática no manuseio do equipamento, bem como comparar a eficiência de captura de insetos. As coletas ocorreram entre abril de 2021 e março de 2022, com intervalo quinzenal. As coletas manuais com rede entomológica foram realizadas por ao menos 4 horas ao longo de cada dia de coleta, por cada um dos integrantes. Para serem feitas as comparações, foram selecionados dois tipos de insetos para serem capturados, abelhas e vespas. Foram obtidos um total de 958 indivíduos de abelhas e vespas amostras. O coletor experiente foi responsável pela coleta de mais de 60% dos indivíduos coletados. A média de captura de indivíduos pelo coletor experiente foi de 16,34 enquanto para os iniciantes foi de 8,86 havendo diferença significativa. Observamos ser necessárias ao menos 10 coletas para os alunos chegarem em valores próximos ao coletor experiente, entretanto a variação sazonal na ocorrência dos insetos interfere na capacidade de localização em campo por se tornarem menos abundantes. Para além do tempo necessário para dominar a técnica, a capacidade de identificar os exemplares de interesse no campo também é relevante. Portanto, o treinamento deve combinar as práticas de campo com observação em laboratório dos exemplares de interesse.
A prática leva a perfeição: qual o tempo de treinamento de coletas para jovens entomólogos tornarem-se eficientes? - (2023)

Rodrigo Aranda, Ana Carolina Porto, Carlo Benetti, Lara Freitas

Volume: 4 - Issue: 0

Resumo. Entre diversas técnicas de captura de insetos, a captura ativa por rede entomológica é uma das que demandam maior domínio do coletor, para que seja feito o seu uso correto, tendo assim por consequência, uma boa eficiência para a captura dos insetos. O objetivo do trabalho é descrever o tempo necessário para que jovens entomólogos adquiram prática no manuseio do equipamento, bem como comparar a eficiência de captura de insetos. As coletas ocorreram entre abril de 2021 e março de 2022, com intervalo quinzenal. As coletas manuais com rede entomológica foram realizadas por ao menos 4 horas ao longo de cada dia de coleta, por cada um dos integrantes. Para serem feitas as comparações, foram selecionados dois tipos de insetos para serem capturados, abelhas e vespas. Foram obtidos um total de 958 indivíduos de abelhas e vespas amostras. O coletor experiente foi responsável pela coleta de mais de 60% dos indivíduos coletados. A média de captura de indivíduos pelo coletor experiente foi de 16,34 enquanto para os iniciantes foi de 8,86 havendo diferença significativa. Observamos ser necessárias ao menos 10 coletas para os alunos chegarem em valores próximos ao coletor experiente, entretanto a variação sazonal na ocorrência dos insetos interfere na capacidade de localização em campo por se tornarem menos abundantes. Para além do tempo necessário para dominar a técnica, a capacidade de identificar os exemplares de interesse no campo também é relevante. Portanto, o treinamento deve combinar as práticas de campo com observação em laboratório dos exemplares de interesse.
Análise ultraestrutural e novos registros da espécie endêmica da Mata Atlântica Atlantodesmus teresa (Hoffman) (Diplopoda, Polydesmida, Chelodesmidae) - (2023)

Maria Gabrielle Marques, Gelvane Lino, Rodrigo Salvador Bouzan, Luiz Felipe Moretti Iniesta

Volume: 4 - Issue: 0

Resumo. A classe Diplopoda é conhecida por espécies de baixa capacidade de dispersão e limitada área de distribuição, podendo ser restritas a montanhas, ilhas ou manchas de florestas. Membros da classe tem importância agrícola e médica. A família Chelodesmidae é a segunda mais diversa para Diplopoda, com cerca de 800 espécies descritas. Em Chelodesmidae, o gênero Atlantodesmus Hoffman, 2000 é conhecido pela ausência de projeções ventrais nos esternitos dos anéis corpóreos e por características presentes na estrutura reprodutiva dos machos. Até o momento são conhecidas seis espécies no gênero amplamente distribuídas na Mata Atlântica e Cerrado. Dentre essas espécies, Atlantodesmus teresa (Hoffman) é endêmica da Mata Atlântica. O presente trabalho tem como objetivo caracterizar a espécie com base em análise de ultraestrutura e mapear a sua distribuição no bioma a partir de dados de coleções biológicas. Como resultado foram identificados 15 adultos dos estados do Minas Gerais e Espírito Santo, sendo dois novos indivíduos registrados para região de Sooretama, ES. As principais características morfológicas relacionados aos gonópodos dos machos. Futuros estudos ainda são necessários para entender a distribuição do gênero e a riqueza da família no bioma.
Análise ultraestrutural e novos registros da espécie endêmica da Mata Atlântica Atlantodesmus teresa (Hoffman) (Diplopoda, Polydesmida, Chelodesmidae) - (2023)

Maria Gabrielle Marques, Gelvane Lino, Rodrigo Salvador Bouzan, Luiz Felipe Moretti Iniesta

Volume: 4 - Issue: 0

Resumo. A classe Diplopoda é conhecida por espécies de baixa capacidade de dispersão e limitada área de distribuição, podendo ser restritas a montanhas, ilhas ou manchas de florestas. Membros da classe tem importância agrícola e médica. A família Chelodesmidae é a segunda mais diversa para Diplopoda, com cerca de 800 espécies descritas. Em Chelodesmidae, o gênero Atlantodesmus Hoffman, 2000 é conhecido pela ausência de projeções ventrais nos esternitos dos anéis corpóreos e por características presentes na estrutura reprodutiva dos machos. Até o momento são conhecidas seis espécies no gênero amplamente distribuídas na Mata Atlântica e Cerrado. Dentre essas espécies, Atlantodesmus teresa (Hoffman) é endêmica da Mata Atlântica. O presente trabalho tem como objetivo caracterizar a espécie com base em análise de ultraestrutura e mapear a sua distribuição no bioma a partir de dados de coleções biológicas. Como resultado foram identificados 15 adultos dos estados do Minas Gerais e Espírito Santo, sendo dois novos indivíduos registrados para região de Sooretama, ES. As principais características morfológicas relacionados aos gonópodos dos machos. Futuros estudos ainda são necessários para entender a distribuição do gênero e a riqueza da família no bioma.
Atratividade e atividade diária dos besouros Histeridae, Scarabaeidae e Staphylinidae (Insecta: Coleoptera) em fragmento florestal de Mata Atlântica no oeste do Paraná, Brasil - (2023)

Elisa de Bastiani Menon, Aylson Dailson Medeiros de Moura Eulalio, Edilson Caron, Fernando Willyan Trevisan Leivas

Volume: 4 - Issue: 0

Resumo. Histeridae, Scarabaeidae e Staphylinidae (Insecta: Coleoptera) têm sido citadas como bioindicadores de alterações ambientais, porém, pouco se sabe sobre sua atividade diária e atratividade a diferentes tipos de atrativos. O objetivo deste estudo foi avaliar a afinidade das comunidades de Histeridae, Scarabaeidae e Staphylinidae a diferentes tipos de iscas em fragmento florestal urbano de Mata Atlântica, como também seu período de atividade (diurno-noturno). As coletas foram realizadas duas vezes ao dia, utilizando armadilhas pitfall iscadas com fezes humanas, carne bovina em decomposição, banana em decomposição e sem atrativo. Foram instaladas quatro armadilhas dispostas em três transectos, totalizando 12 armadilhas. Foram coletados 532 indivíduos e identificadas 34 espécies: Histeridae, n = 12 e 3 spp.; Staphylinidae, n = 234 e 22 spp.; e Scarabaeidae, n = 286 e 9 spp. Houve diferenças significativas na abundância das três famílias aos diferentes tipos de iscas, e na riqueza e composição de espécies houve apenas em Scarabaeidae e Staphylinidae. Quanto ao período do dia, houve diferenças significativas na riqueza, abundância e composição de Staphylinidae, além de diferenças na composição de Scarabaeidae. Esperamos que os dados possam fornecer informações adicionais sobre as espécies de besouros presentes em ecossistema urbano na Mata Atlântica brasileira, e então, ajudar a orientar estratégias de conservação.
Atratividade e atividade diária dos besouros Histeridae, Scarabaeidae e Staphylinidae (Insecta: Coleoptera) em fragmento florestal de Mata Atlântica no oeste do Paraná, Brasil - (2023)

Elisa de Bastiani Menon, Aylson Dailson Medeiros de Moura Eulalio, Edilson Caron, Fernando Willyan Trevisan Leivas

Volume: 4 - Issue: 0

Resumo. Histeridae, Scarabaeidae e Staphylinidae (Insecta: Coleoptera) têm sido citadas como bioindicadores de alterações ambientais, porém, pouco se sabe sobre sua atividade diária e atratividade a diferentes tipos de atrativos. O objetivo deste estudo foi avaliar a afinidade das comunidades de Histeridae, Scarabaeidae e Staphylinidae a diferentes tipos de iscas em fragmento florestal urbano de Mata Atlântica, como também seu período de atividade (diurno-noturno). As coletas foram realizadas duas vezes ao dia, utilizando armadilhas pitfall iscadas com fezes humanas, carne bovina em decomposição, banana em decomposição e sem atrativo. Foram instaladas quatro armadilhas dispostas em três transectos, totalizando 12 armadilhas. Foram coletados 532 indivíduos e identificadas 34 espécies: Histeridae, n = 12 e 3 spp.; Staphylinidae, n = 234 e 22 spp.; e Scarabaeidae, n = 286 e 9 spp. Houve diferenças significativas na abundância das três famílias aos diferentes tipos de iscas, e na riqueza e composição de espécies houve apenas em Scarabaeidae e Staphylinidae. Quanto ao período do dia, houve diferenças significativas na riqueza, abundância e composição de Staphylinidae, além de diferenças na composição de Scarabaeidae. Esperamos que os dados possam fornecer informações adicionais sobre as espécies de besouros presentes em ecossistema urbano na Mata Atlântica brasileira, e então, ajudar a orientar estratégias de conservação.
Borboletas de uma área urbana de Santa Helena de Goiás, Brasil - (2023)

Wanderlan Antunes Sotero Júnior, Marcela Yamamoto

Volume: 4 - Issue: 0

Resumo. Apesar de sua importância ecológica, pouco se conhece sobre borboletas no estado de Goiás. O objetivo deste estudo foi inventariar borboletas de uma área urbana de Santa Helena de Goiás, Brasil. A amostragem foi feita no Parque Aquático Turmin Azevedo de janeiro a dezembro de 2021, utilizando-se metodologias de coleta ativa com rede entomológica e de coleta passiva com armadilhas Van Someren-Rydon. A curva de rarefação e a estimativa de riqueza de espécies foram elaboradas usando abundância e os dias de amostragem. Foram registrados 133 indivíduos de 42 espécies pertencendo a cinco famílias de Lepidoptera. A família Nymphalidae foi a mais abundante (18 espécies, 78 indivíduos), seguida de Hesperiidae (13, 21), Pieridae (6, 25), Lycaenidae (3, 6) e Riodinidae (2, 3). Houve maior riqueza de espécies nectarívoras (n = 33) que frugívoras (n = 9). A curva de rarefação não alcançou a assíntota indicando a ocorrência de mais espécies, fato também previsto pelos estimadores de riqueza de espécies. A abundância da família Nymphalidae e a presença de alguns de seus representantes tais como Anartia jatrophae (Linnaeus), Anartia amathea (Linnaeus), Hamadryas februa (Hübner), Tegosa claudina (Eschscholtz), Junonia evarete (Cramer) e Opsiphanes invirae (Hübner) revelam indícios dos efeitos da antropização na área de estudos e na comunidade de borboletas. Ainda que se trate de uma área urbana, o Parque Turmin Azevedo contribui na manutenção das espécies de borboletas da região.
Borboletas de uma área urbana de Santa Helena de Goiás, Brasil - (2023)

Wanderlan Antunes Sotero Júnior, Marcela Yamamoto

Volume: 4 - Issue: 0

Resumo. Apesar de sua importância ecológica, pouco se conhece sobre borboletas no estado de Goiás. O objetivo deste estudo foi inventariar borboletas de uma área urbana de Santa Helena de Goiás, Brasil. A amostragem foi feita no Parque Aquático Turmin Azevedo de janeiro a dezembro de 2021, utilizando-se metodologias de coleta ativa com rede entomológica e de coleta passiva com armadilhas Van Someren-Rydon. A curva de rarefação e a estimativa de riqueza de espécies foram elaboradas usando abundância e os dias de amostragem. Foram registrados 133 indivíduos de 42 espécies pertencendo a cinco famílias de Lepidoptera. A família Nymphalidae foi a mais abundante (18 espécies, 78 indivíduos), seguida de Hesperiidae (13, 21), Pieridae (6, 25), Lycaenidae (3, 6) e Riodinidae (2, 3). Houve maior riqueza de espécies nectarívoras (n = 33) que frugívoras (n = 9). A curva de rarefação não alcançou a assíntota indicando a ocorrência de mais espécies, fato também previsto pelos estimadores de riqueza de espécies. A abundância da família Nymphalidae e a presença de alguns de seus representantes tais como Anartia jatrophae (Linnaeus), Anartia amathea (Linnaeus), Hamadryas februa (Hübner), Tegosa claudina (Eschscholtz), Junonia evarete (Cramer) e Opsiphanes invirae (Hübner) revelam indícios dos efeitos da antropização na área de estudos e na comunidade de borboletas. Ainda que se trate de uma área urbana, o Parque Turmin Azevedo contribui na manutenção das espécies de borboletas da região.
Captura e manejo de abelhas nativas sem ferrão: um guia técnico de captura e manutenção de colônias para uso em ensaios laboratoriais e educacionais - (2023)

Aline Arantes de Oliveira, Bruno Matheus Mendes Dário, Hellem Victoria Ribeiro dos Santos, Giulia Forjaz, Gabriel Benoski, Fernando Augusto Souza Floriano, Leticia Ferreira de Souza, Adriana Bernardes de Jesus, Luiza Brum Rodrigues, Althiéris de Souza Saraiva

Volume: 4 - Issue: 0

Resumo. As abelhas nativas sem ferrão desempenham um papel imprescindível no setor econômico e ecossistêmico. São valiosas não apenas comercialmente, devido ao mel com propriedades medicinais únicas, mas também como polinizadoras, promovendo a diversificação biológica das plantas e interações ecológicas entre espécies. No entanto, essas abelhas têm enfrentado declínio a longo prazo e em escala significativa. Este guia técnico foi desenvolvido para preencher lacunas de informações técnicas, visando auxiliar pesquisadores, educadores e técnicos envolvidos em estudos com abelhas nativas. O guia destaca o uso de garrafas PETs e caixas Tetra Pak para captura e criação de abelhas nativas, enfatizando a redução de custos e a sustentabilidade. Foi elaborado por meio de compilações cuidadosas de informações provenientes de pesquisa bibliográfica, utilizando o Google Acadêmico e a CAPES Periódicos. Os principais tópicos deste guia incluem o processo de captura das abelhas nativas, práticas de criação econômica e os benefícios para pesquisadores, agroecossistema e meio ambiente. Este guia representa uma contribuição significativa para a preservação das abelhas nativas e o avanço contínuo da pesquisa.