Revista Educação, Artes e Inclusão

(493 Artigos indexados)

Evasão no Instituto Federal do Espírito Santo campus Itapina: estudo de caso do perfil e fatores relevantes. - (2024)

Maria Rita Almeida Moraes Araujo, Raphael Magalhães Gomes Moreira, Daniel Louzada Casteluber

Volume: 20 - Issue: 1

Resumo. Evasão escolar consiste na saída definitiva do aluno sem concluir seu curso de origem. Este trabalho objetivou discutir motivos que levaram alunos entre os anos de 2014 a 2016 a evadirem do curso superior de Licenciatura em Ciências Agrícolas do Instituto Federal do Espírito Santo-Campus Itapina. Esta pesquisa debruçou-se a investigar possíveis motivos da evasão que podem ser internos, ou seja, ligados a instituição ou ligados às situações pessoais dos ex-alunos. Optou-se por pesquisa exploratória de natureza qualitativa, usando ferramentas para produção e análise dos dados quantitativamente e qualitativamente, além da metodologia de observação participativa. Nos procedimentos técnicos aplicou-se um questionário com perguntas objetivas, embasado em questionário utilizado para mensurar a evasão dos alunos da instituição. De acordo com as respostas obtidas, inferiu-se que os principais motivos que levaram os discentes ao abandono foram o pouco reconhecimento da profissão docente, a insatisfação com os conteúdos e curso escolhido, o descontentamento com o próprio rendimento acadêmico, entre outros. É necessário ressaltar que algumas respostas supracitadas entram em desacordo ao levar em consideração que os maiores índices de evasão acontecem nos primeiros semestres, mostrando que a pouca persistência ou apoio ao discente na permanência do curso, também pode ser um fator determinante.
Fotografia, ensino e inclusão: Relato de experiência com alunos com deficiência visual - (2024)

Ian Costa, Cristianne Melo

Volume: 20 - Issue: 1

Resumo. É aparentemente um contrassenso ponderar a construção de imagens para pessoas com deficiência visual, sobretudo quando tais sujeitos são os autores da produção imagética. De encontro a esta ideia, apresentamos alguns resultados do Projeto de extensão universitária A Fotografia e o Sentir. As ações envolveram o ensino e a prática fotográfica junto aos alunos do IEACN - Instituto de Educação e Assistência aos Cegos do Nordeste, localizado na cidade de Campina Grande - PB. O estudo propõe um debate sobre recursos didáticos e métodos com foco na acessibilidade e inclusão, o uso da multissensorialidade para a construção imagética ao explorar estímulos auditivos e táteis, assim como a importância de propiciar ao aluno com deficiência visual o papel de fonte emissora e criativa. Tomamos por objetivo incentivar sujeitos autônomos e construtores do próprio conhecimento. Para tanto, apresentamos o relato de experiência sobre o desenvolvimento da autonomia e percepção fotográfica dos alunos com deficiência visual, que ao produzirem imagens, estimularam a consciência corporal e exploraram suas percepções, indicando o processo como possível abordagem metodológica para a técnica fotográfica inclusiva. O percurso teórico envolveu Barbosa (1999, 2007), Vygotsky (1997), Schafer (2003), Merleau-Ponty (1994), Alves (2009) entre outros.
Novos desafios para a docência em arte e desdobramentos para microrregião de Joinville - (2024)

Lauze Maria Onofre Pedri

Volume: 20 - Issue: 1

Resumo. O presente trabalho de natureza qualitativa apresenta uma revisão da legislação que regulamenta e rege o ensino da arte no Brasil, evidenciando suas conquistas e impasses à luz de alguns autores que dialogam com marcos regulatórios do campo educacional. Segue com a observação e o confronto dos currículos existentes de licenciatura em arte no Estado de Santa Catarina no que tange à especificidade das linguagens ofertadas. Para tanto, enviou-se um questionário aos professores de arte da microrregião de Joinville - São Francisco do Sul, Schroeder, Araquari, Balneário Barra do Sul, Corupá, Garuva, Guaramirim, Itapoá, Jaraguá do Sul, Joinville e Massaranduba - que atuam na educação profissional e tecnológica integrada ao ensino médio, permitindo a emergência de um breve retrato de suas vivências em sala de aula. De um passado com educadores polivalentes ao reconhecimento contemporâneo das especificidades das quatro linguagens artísticas, passando por diversos estágios, nota-se que ainda paira a incerteza sobre o que é arte e quem está melhor preparado para ensiná-la. Ademais, persiste a desestruturação das escolas com a falta de materiais e equipamentos além do menosprezo das instituições de ensino.
O uso dos aplicativos Hand Talk e libras visual no processo de alfabetização de uma criança surda - (2024)

Gilvânia Marques Rodrigues Silva, Gueidson Pessoa de Lima

Volume: 20 - Issue: 1

Resumo. O presente trabalho se configura como um recorte de pesquisa concluída de pós-graduação e se propõe a refletir acerca do uso dos aplicativos Libras Visual e Hand Talk no processo de alfabetização de uma criança com surdez na Educação Infantil, em uma escola da rede pública municipal da cidade de Areia Branca/RN. Para tanto, apresentamos os Apps ao aluno e professoras da escola; elaboramos atividades de alfabetização sob uma perspectiva bilíngue de ensino e aplicamos atividades junto ao aluno, elaboradas colaborativamente. A metodologia adotada nesta investigação se caracteriza como qualitativa materializada nas atividades realizadas junto ao aluno, bem como na realização de uma entrevista com as professoras colaboradoras.  Embasados nas concepções teóricas de Skliar (1998), Vygotsky (1997), Karnopp (2015), Kenski (2008), dentre outros, chegamos à conclusão de que os aplicativos apresentados se configuram como ferramentas potencializadoras que auxiliam no processo de ensino e aprendizagem de uma criança surda em contexto de alfabetização.
O agora que demora (Le présent qui déborde). Nossa Odisseia II, de Christiane Jatahy - (2024)

Marine Deregnoncourt

Volume: 20 - Issue: 1

Resumo. Este artigo, consagrado às artes do espetáculo, é dedicado ao O agora que demora (Le présent qui déborde). Nossa Odisseia II, o novo espetáculo multimídia e multiforme da artistacarioca Christiane Jatahy. Tal criação corresponde ao segundo volume de um díptico inspirado na Odisseia homérica. Ele se segue de Ítaca. Nossa Odisseia I. O que esta diretorapretende mostrar com sua mais recente criação e como ela faz isso? Eis a problemática que pretendemos responder. Para tanto, nosso es-tudo será dividido em três partes. A primeira pretende analisar o referido espetáculo, estrato por es-trato, desde sua gênese até a sua realização cênica. A segunda parte, abordará a singularidade da encenação dos atores, desenvolvida por Christiane Jatahy junto ao elenco com o qual trabalha. No que concerne à terceira parte, iremos analisar o papel do espectador, matriz da pesquisa dramatúr-gica destacriadora brasileira. Ao longo de nosso artigo, mostramos em que medida o mito homérico vemquestionar a vida, tanto a vida íntima de Christiane Jatahy quanto a vida contemporânea em geral, ou melhor, nosso presente e suas problemáticas societais. O teatro aparece, assim, como um ato de resistência face à opressão política.
O Componente curricular arte no ensino médio integrado dos Institutos federais - (2024)

Edvaldo do Nascimento Carvalho

Volume: 20 - Issue: 1

Resumo. O presente artigo tem por objetivo sugerir uma prática pedagógica que ajude a promover a integração entre o Componente Curricular Arte e a Educação Profissional e Tecnológica no ensino médio integrado ofertado pelos Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia no Brasil, levando em consideração a perspectiva da formação humana e focando em um de seus aspectos, o trabalho como princípio educativo. Para tanto, apresenta-se de modo objetivo as bases conceituais deste tipo de ensino, o conceito de trabalho como princípio educativo, uma breve explanação sobre as características do ensino de Arte contra-hegemônico (com influência da Abordagem Triangular de Ana Mae Barbosa) e as semelhanças e aproximações conceituais e ideológicas entre o ensino de Arte e a educação profissional que busca ser omnilateral e emancipada. Por fim, apresenta-se a proposta que visa exemplificar a viabilidade de integração entre a aprendizagem artística e a aprendizagem técnica, apresentando a conclusão de que esta integração se faz possível quando o arte-educador conhece e domina as bases conceituais da educação profissional e tecnológica e atua pedagogicamente com compromisso ético-político.
O que os professores informam sobre o uso de material didático inclusivo - (2024)

Marlubia Paula, Anderson Argolo dos Santos

Volume: 20 - Issue: 1

Resumo. A temática de interesse deste relato de experiência se justifica pelos materiais didáticos voltados ao ensino de alunos com deficiência visual, sobre uma experiência docente realizada durante a graduação em Matemática, por um discente para alunos de um centro de apoio, ao sul da Bahia, dentre as especificidades da Educação Inclusiva. A questão de pesquisa proposta busca identificar a necessidade da utilização de materiais didáticos inclusivos na Educação Especial. Como objetivo geral, intentamos compreender os aspectos observados por professores da EE sobre os materiais que atendam às necessidades dos estudantes. Metodologicamente, para ratificar as constatações decorrentes da experiência mencionada, realizamos a coleta de dados via questionários, enviados a professores de escolas/institutos e centros de Educação Inclusiva. Para isso, apresentamos a seguinte indagação: ao utilizar material didático inclusivo, que atende às dificuldades do aluno, você percebeu melhorias nas aprendizagens? A análise dos dados qualitativos é realizada por meio de Análise Textual Discursiva, tendo como resultado a categoria ‘Especialização em Educação Inclusiva’, que permitiu a escrita das considerações finais, as quais sinalizam a necessidade de aperfeiçoamento profissional para professores que ensinam em salas de aula inclusivas desde o ensino de graduação, independentemente da área de formação do discente.
A arte como ferramenta de (re)significação na formação contínua de professores para a Educação Inclusiva - (2023)

Karina Nazzari

Volume: 19 - Issue: 2

Resumo. Esse artigo constrói-se a partir do trabalho desenvolvido junto à professores de um instituto de idiomas que fizeram um curso sobre Educação Inclusiva como parte de seu desenvolvimento profissional em 2019. O principal objetivo destes era refletir sobre formas de atuação junto aos seus alunos com necessidades educacionais específicas. O curso ministrado teve como fundamentação teórica a abordagem histórico-cultural de Vygotsky ([1924 – 1934] 1999; [1997] 2012a), e utiliza-se da Pesquisa Crítica de Colaboração (PCCol) (MAGALHÃES, 1990 - 2020) como base metodológica para o seu desenvolvimento. Os dados apresentados partem do discurso produzido pelos professores durante as aulas e evidência a forma como o contato com a arte, por meio de filmes, potencializa o entendimento destes de uma realidade diferente da sua. Esse contato por sua vez, fomentado por discussões permitiram aos docentes participantes do curso uma janela de oportunidade para o melhor entendimento do cotidiano de pessoas com necessidades educacionais específicas, bem como suas potencialidades, dificuldades e emoções.
Adolescência e juventude: construções e multiplicidades - (2023)

José Henrique Monteiro da Fonseca, José Serafim Bertoloto, Degmar Francisco dos Anjos

Volume: 19 - Issue: 2

Resumo. O presente artigo pretende uma reflexão frente ao tema Adolescência e Juventude, bem como de alguns conceitos em torno deste tão relevante assunto e período vivenciado pelo ser humano ao seu próprio modo e em suas distintas condições. Intenta-se aqui, frente aos conceitos em observação, apresentar a juventude, seus dramas, sofrimentos e desafios na contemporaneidade pela ótica de algumas obras do artista plástico norueguês Edward Munch, cujos trabalhos e expressões retratam também a juventude de seus dias, bem como, sua sexualidade, trabalho, vulnerabilidades, seus sofrimentos, desolações e suas paixões. Para isso, utilizam-se bibliografias que transitam em torno dos conceitos de juventude e suas diversidades. Faz-se também o uso iconográfico para reflexões artístico-histórico visando uma aproximação da captura poética e imagética de Munch diante da juventude de seu tempo.  Por último, este trabalho, traz uma rápida discussão sobre a corresponsabilidade institucional e social que temos enquanto sociedade e escola perante nossa juventude, seu desenvolvimento, suas multiplicidades, sexualidades e vulnerabilidades no ambiente escolar e de ensino.
Contar-criar: pesquisa e testemunho sobre fotografia, meditação e educação em saúde - (2023)

Yuri Bittar, Flavia Liberman, Dante Marcello Claramonte Gallian

Volume: 19 - Issue: 2

Resumo. Este artigo pretende apresentar e discutir um percurso metodológico, a entrevista-ensaio fotográfico, que propõe uma aproximação entre arte, educação e pesquisa, inserido em uma pesquisa em andamento, cujo escopo é o uso da fotografia contemplativa na formação no ensino superior em saúde. Esta se apresenta como ação em uma universidade pública, na forma de disciplina oferecida a graduandos e pós-graduandos. Partindo da História Oral de Vida em composição com um ensaio fotográfico, pretende-se clarificar a relevância da metodologia escolhida para o campo da educação e para pesquisas qualitativas, discutindo como este processo, também chamado de contar-criar, que envolve exercícios de sensibilidade e atenção, contribui para uma formação em saúde mais humanizada e para o auto cuidado dos participantes. Acreditamos que esta proposta, unindo entrevista e fotografia, em uma profunda conexão entre pesquisador e colaborador, ao colocar “alma, olho e mão” para trabalhar na mesma criação, potencializa a capacidade narrativa, abrindo, assim, uma grande janela para a experiência humana.
Contribuições da neuropsicopedagogia para o acompanhamento pedagógico do aluno com deficiência mental - (2023)

Glenda Maíra Silva Melo

Volume: 19 - Issue: 2

Resumo.  A inclusão de estudantes com deficiência mental situa-se entre os maiores desafios da educação contemporânea brasileira. A escola, habituada a trabalhar com um modelo de aprendizagem que não considera a diversidade humana, encontra dificuldade para se adequar às especificidades dos alunos com deficiência mental. O campo da neuropsicopedagogia, por outro lado, vem oferecendo cada vez mais subsídios teóricos para a compreensão dos mecanismos cerebrais que levam à aprendizagem individual. Tal contexto levou a indagação sobre as possíveis formas de atuação do neuropsicopedagogo no processo de ensino-aprendizagem dos alunos com deficiência mental. Por meio de uma pesquisa bibliográfica de abordagem qualitativa sobre a produção científica das três últimas décadas sobre a deficiência mental e neuropsicopedagogia, foi possível conhecer as implicações da deficiência mental e os parâmetros para a atuação do neuropsicopedagogo no ambiente escolar. Os dados obtidos permitiram concluir que a falta de conhecimento sobre a especificidade dos processos cognitivos dos indivíduos com deficiência mental corresponde a um dos maiores entraves para a realização de práticas pedagógicas assertivas. Também foi possível concluir que o neuropsicopedagogo pode propor estratégias de ensino que viabilizem a aprendizagem do aluno com deficiência mental por meio da observação e identificação das questões pertinentes ao desenvolvimento motor, cognitivo e comportamental do aluno e do ambiente escolar no qual está inserido.
Cuidados educacionais especializados e tecnologias assistivas para alunos do espectro autista de altas habilidades - (2023)

Glaziele Campbell da Silva, Evane de Oliveira Medeiros, Niltom Vieira Junior

Volume: 19 - Issue: 2

Resumo. Considerando o contexto da educação especial sob a perspectiva da educação inclusiva, este artigo tem a finalidade de discutir o uso de tecnologias assistivas (TA) no processo de ensino-aprendizagem de alunos do espectro autista de altas habilidades. Inicialmente, para um panorama geral, foi aplicado um questionário, pela ferramenta Formulários Google, a profissionais que atuam no Atendimento Educacional Especializado no Brasil. Sua divulgação foi realizada, de forma ampla, nas redes sociais e, também, por e-mail destinado a contatos estratégicos de instituições de ensino da Educação Básica. A partir das respostas colhidas de 32 profissionais de nove estados brasileiros (Maranhão, Tocantins, Espírito Santo, Paraná, São Paulo, Bahia, Ceará, Rio Grande do Sul e Minas Gerais), constata-se que parte dos educadores não têm claro o conceito de TA. Por outro lado, as respostas apontam que há um grande esforço desses profissionais em utilizá-las associadas a outros recursos pedagógicos e alguns afirmam que foi possível usá-las durante o ensino remoto imposto pela pandemia da COVID-19. Portanto, conseguimos colher das respostas vários exemplos de TAs em uso nas respectivas escolas e apresentar uma relação dessas TAs acrescida de outras encontradas por meio de pesquisa bibliográfica direcionadas aos alunos do espectro autista de altas habilidades.
Discursos sobre inclusão em produções científicas que abordam a experimentação no ensino de Química: uma análise a partir do ENEQ - (2023)

Thanielle Souza Silva, Jackson Ronie Sá da Silva, Clara Virgínia Vieira Carvalho Oliveira Marques

Volume: 19 - Issue: 2

Resumo. Investigação teórica de perspectiva bibliográfica e qualitativa, que buscou compreender e problematizar os discursos produzidos sobre a inclusão no contexto de pesquisas publicadas no XVIII e XIX Encontro Nacional de Ensino de Química (ENEQ) abordando atividades experimentais. Na análise empreendida, foi possível perceber que os diálogos entre experimentação e inclusão trazem ideias que provocam equívocos, geram dúvidas e sinalizam para pensamentos de incertezas. Porém, também se percebeu o quanto as atividades experimentais precisam ser problematizadas nos vários contextos que atravessam o Ensino de Química. As práticas experimentais precisam ser ressignificadas, romper barreiras sobre as crenças que solidificam o discurso do experimento que prevê resultados que ainda nem se quer foram construídos. Compreende-se que as atividades experimentais precisam ser interpretadas como ações didáticas que contribuam para a construção de conhecimentos químicos de relevância social e cultural para a convivência de alunos e alunas de nossas escolas, tendo em vista que isso pode ser uma conexão entre a compreensão da inclusão e o Ensino de Química.
Educação e Inclusão: caminhos multidisciplinares - (2023)

Clarissa Santos Silva, Maria Cristina da Rosa Fonseca da Silva

Volume: 19 - Issue: 2

Resumo.
Imagens acessíveis: uma relação entre a audiodescrição e a gramática do design visual - (2023)

Luciana Perdigão, Edicléa Fernandes

Volume: 19 - Issue: 2

Resumo. As produções acadêmicas e científicas estão cada vez mais multimodais com a popularização dos softwares de produção gráfica e edição de imagens. Entretanto, essas imagens precisam ser acessíveis para pessoas com alguma limitação na leitura desse tipo de recurso. E um dos recursos para acessibilizar essas imagens é a audiodescrição. O presente estudo tem como objetivo analisar o arranjo multimodal de imagens constituintes de produções acadêmicas que foram direcionadas para serem acessibilizadas através da audiodescrição. O foco é verificar o modo como os elementos constituintes das imagens foram arranjados no espaço visual e como isso se reflete no roteiro de audiodescrição. Fundamentada nos pressupostos da Semiótica Social e Multimodalidade (Ribeiro, 2016, 2018; Gualberto e Pimenta, 2019) e da Tradução intersemiótica (Plaza, 2003), foram utilizados como instrumentos a função de composição da Gramática do Design Visual - GDV - de Kress e Van Leeuwen (2006); e os princípios da audiodescrição de Lima (2011). Foram selecionadas dez imagens classificadas em categorias com base nas normas ABNT para trabalhos acadêmicos. A avaliação teórico-empírica trouxe à tona questionamentos e possibilidades no trabalho de criação e produção dessas imagens. Ao conhecer o processo tradutório da audiodescrição é possível pensar melhor no arranjo multimodal dos elementos para composição de imagens mais acessíveis.
O direito ao sistema educacional inclusivo para crianças com transtorno do espectro autista - (2023)

Rafela Leite, Priscilla Oliveira, Adriane Fernandes

Volume: 19 - Issue: 2

Resumo. A aprovação da Convenção Internacional sobre os Direitos das Pessoas com Deficiência (CDPD) pelo Brasil em 2008, com status de emenda constitucional, estabeleceu o marco legislativo que deverá orientar a elaboração de políticas e de leis no propósito de promover, proteger e assegurar o exercício pleno e equitativo de todos os direitos humanos e liberdades fundamentais por todas as pessoas com deficiência e promover o respeito pela sua dignidade inerente. Nesse sentido, a promulgação do Estatuto da Pessoa com Deficiência (EPD) em 2015, comprometido com a eficácia e efetividade da CDPD. Ocorre que, o acesso à educação é uma garantia formal cuja eficácia está vinculada à promoção de meios proporcionais e apropriados às circunstâncias da criança e do adolescente com TEA, a fim de garantir o desenvolvimento da sua autonomia, na maior medida do possível. Diante disso, considerando apenas a educação infantil e o ensino fundamental, cuja competência foi atribuída prioritariamente aos municípios, propõe-se a análise da Lei municipal nº 3.833, promulgada pelo município de Congonhas, estado de Minas Gerais, em 08 de abril de 2019, a fim de verificar sua adequação aos propósitos declarados da CDPD e do EPD no que tange às crianças e adolescentes com TEA.
Sentidos de uma ação social de inclusão - (2023)

Luzinete Carpin Niedzieluk, Janaí de Abreu Pereira, Sandra Regina Ramalho e Oliveira

Volume: 19 - Issue: 2

Resumo. Neste artigo pretendemos discutir os novos desenvolvimentos da semiótica ora chamada discursiva, ora pós-greimasiana, ora sociossemiótica, ora landowskiana, para apresentá-los em um contexto específico. Como estas propostas atualizadas da semiótica podem ser visualizadas no estudo de quaisquer interações, no presente texto referimo-nos a uma situação na qual, coletivamente, desenvolveu-se uma ação com finalidades inclusivas. Como se trata de uma proposição para o estudo da construção dos sentidos em ato, partimos de um fato corriqueiro, a coleta de lacres de alumínio de latas de bebidas, com o objetivo de contribuir para uma proposta que visa a inclusão de pessoas com deficiência. A experiência permite afirmar que as condições de coleta apresentam modos de relacionamento com as coisas do mundo, conforme o modelo postulado por Landowski, sendo seus resultados exemplares para relacionar a outros modos de interação e de geração de sentidos e ainda nos possibilita refletir sobre a extensão de um ato banal, bem como das demais atitudes cotidianas da vida.
A gravura ecológica e seus aportes ao ensino fundamental I - (2023)

Isabel Catarina Suzart Argolo

Volume: 19 - Issue: 1

Resumo. A Gravura, a exemplo das tradicionais expressões visuais, tem ampliado seu repertório técnico e conceitual em decorrência de experimentações e investigações realizadas nos últimos cinquenta anos (MORO, 2017). Ao longo desse texto, pretende-se mostrar que a Gravura Ecológica (GE), produto dessa ampliação, tem influenciado o surgimento de novos procedimentos introduzidos no Ensino Fundamental I, contribuindo para a formação de uma percepção sensível e de uma consciência e conduta ética do educando, na sua relação com o meio ambiente. Busca-se identificar nesses procedimentos, o exercício da percepção seletiva no processo de escolha dos materiais descartáveis, o manejo criativo na confecção de matrizes, destacando-lhes a aplicação do conceito de sustentabilidade na prática artística escolar (AGUILAR MORENO, 2017) e seus desdobramentos como instrumento de formação para a cidadania. Por fim, com base nesses aportes, salienta-se a efetiva articulação da GE com as habilidades requeridas pela BNCC, entre as quais, experimentar diferentes formas de expressão artística fazendo uso sustentável de materiais, instrumentos, recursos e técnicas convencionais e não convencionais (BNCC, 2017).
A presença que se produz na escuta do outro - (2023)

Thiago de Lima Torreão Cerejeira, Jefferson Fernandes Alves

Volume: 19 - Issue: 1

Resumo. Discutir as novas possibilidades do teatro e dos processos cênicos pode ser um caminho para compreendermos os redimensionamentos que tais temáticas alcançam na contemporaneidade, considerando, inclusive, novos processos pedagógicos em contexto escolar. Nesse sentido, apresentamos uma provocação relativa à ideia de que a presença pode ser produzida a partir da escuta do outro. Tomamos como referência para tal empreitada, a experiência que tivemos a partir de um estudo de mestrado, com jovens entre 13 e 17 anos de uma escola pública na cidade de Natal/RN, utilizando a metodologia das oficinas pedagógicas e dos jogos de improvisação. O estudo possibilitou que avançássemos na experimentação de um processo que procura redimensionar o conceito de presencialidade no teatro, por meio da transposição da cena teatral, tendo como referência a sonoridade como desdobramento cênico. Dessa forma, instaura-se um jogo de convergência e distinções entre presença (cena teatral) e ausência (cena sonora), cujos resultados permitiram aferir que a expansão do processo cênico se deu de forma a deflagrar nos alunos princípios alteritários relacionados a novas formas de perceber a si e ao outro, além de provocar a experiência de que a recepção por meio da matriz da audibilidade pode expandir a compreensão da presença cênica e, no caso deste estudo, da própria ideia de inclusão.
A unidade teórico-metodológica do Teatro do Oprimido de Augusto Boal - (2023)

Carolina Marcon Portes, Maria Inalva Galter

Volume: 19 - Issue: 1

Resumo. O objetivo desse artigo foi analisar o método do Teatro do Oprimido de Augusto Boal (1931-2009), procurando explicitar a sua unidade teórico-metodológica na perspectiva da formação humana. Tomamos como fonte principal de analise o livro Jogos para Atores e Não-Atores (2008), onde o teatrólogo fundamenta seu método a partir de exemplos de Teatro-Fórum sistematizado no período de exílio político vivido na Europa, em meados da década de 1970. Apresentamos a interpretação de Boal acerca das categorias “espectador” e “espect-ator” explicitando quem são os protagonistas da proposta de Teatro do Oprimido. A partir da análise de peças teatrais de Boal versando sobre a construção de usinas atômicas, reforma agrária e feminismo evidenciamos as dimensões pedagógicas de seu método ao estabelecer relações com as abordagens clássicas do teatro. Mostramos que o conteúdo e a metodologia do Teatro do Oprimido conjugam-se na perspectiva de transformação individual e social dos espectadores em espect-atores. Concluímos sobre a importância pedagógica do teatro no processo formativo na medida que ao explicitar situações de opressão entre os indivíduos promove o desenvolvimento das potencialidades humanas e consequentemente favorece condições de superação de limites e conflitos.
Análise de dois métodos brasileiros para ensino coletivo de instrumentos de arco - (2023)

Wilson Rogério Santos, Ana Roseli Paes dos Santos

Volume: 19 - Issue: 1

Resumo. O artigo propõe-se a analisar dois métodos de ensino coletivo para instrumentos de arco. Nos últimos anos, vimos um crescimento significativo em relação à utilização e à pesquisa do ensino coletivo de instrumentos musicais em nosso país, mas quando o professor de cordas procura realizar seu trabalho tendo como suporte um método que utilize repertório brasileiro, encontra muitos problemas, pois existem poucas, ou nenhuma opção no mercado, que também não possui tradição na comercialização de materiais didáticos de música. Especificamente, a proposta foi realizar uma análise voltada às questões técnicas e culturais, que utilizou na coleta de dados o procedimento de notação orientada por guia e, na interpretação, organização e apresentação dos dados obtidos, a estatística descritiva e o processo de emparelhamento (Pattern Matching). Os dois métodos analisados nesse artigo podem contribuir para enriquecer o processo inicial de ensino de música, oferecendo uma boa opção para incluir o repertório brasileiro, formado por canções e temas folclóricos, na iniciação de alunos de violino, viola, violoncelo e contrabaixo.
Arte para pessoas com deficiência: análise bibliométrica da produção do periódico Educação, Arte e Inclusão (2008-2022) - (2023)

Regina Finck Schambeck, Marilete Terezinha de Souza Pereira

Volume: 19 - Issue: 1

Resumo. O artigo apresenta um levantamento bibliométrico da produção da Revista Educação, Artes e Inclusão, e engloba um período que corresponde ao primeiro número, publicado em 2008, até o último número, publicado em 2022, num total de 432 artigos publicados. Fazem parte da análise 59 textos sobre a temática Educação, Artes e Inclusão de pessoas com deficiência e temas correlatos, ou seja apenas 13.6% das publicações analisadas, se enquadram na temática evidenciada no título do próprio periódico. Como principais resultados a análise aponta para uma produção de artigos com ênfase nas Artes Visuais. Um dado que também nos chamou atenção, corroborando com outros textos sobre a área de conhecimento, é que 75.83% das autorias sobre essa temática são de mulheres. Os temas das produções se concentram na discussão da inclusão na e pela Arte. Os objetivos dos trabalhos versam sobre a importância de compreender o papel desta na inclusão escolar, mas há, também registros, em menor número, relacionados à inclusão social pela Arte das pessoas com deficiência.
Autorretrato subjetivo: adaptação de uma proposta de produção artística do formado presencial ao formato remoto - (2023)

Adriana Rodrigues Suarez

Volume: 19 - Issue: 1

Resumo. O presente texto é um relato de experiência sobre a produção artística intitulada Autorretrato Subjetivo, adaptada ao contexto da educação no formato remoto, devido a Pandemia COVID19. Esta prática artística foi proposta aos acadêmicos do 1º ano do Curso de Licenciatura em Artes Visuais, na disciplina de Pintura I como instrumento de avaliação. Tem como objetivo apresentar a Disciplina de Pintura I, de caráter prático/presencial em formato remoto, a qual foi adaptada, superando as barreiras do distanciamento social. Desta forma, ofertou aos acadêmicos um processo formativo qualificado até que a disciplina possa retornar ao formato presencial. Trata-se de uma pesquisa qualitativa, no período de março a maio de 2020.  O aporte teórico utilizado destacamos Suassuna (2011), Bachelard (2000), Lagnado (1994), Silva (2008), Linhares; Loureiro; Alcântara (2017). A produção artística do Autorretrato Subjetivo apresentou resultados satisfatórios, mesmo em formato remoto, em que os acadêmicos puderam concluir a produção, a partir das reflexões sobre seus valores morais e éticos, seus anseios em relação ao curso de Licenciatura em Artes Visuais, tornando-se um instrumento viável para o momento vivido.
Diário de uma iniciação à docência - (2023)

Anna Carolina Coelho Cosentino

Volume: 19 - Issue: 1

Resumo. No presente texto apresento inquietudes e reflexões emergentes na minha primeira prática docente em educação artística, realizada no ano letivo 2019/2020 em uma escola pública de Portugal. O trabalho foi desenvolvido com 05 turmas da componente curricular artes performativas, com crianças de 03 a 09 anos de idade e fundamentação teórica principalmente a partir de Viola Spolin (2008, 2010) e Augusto Boal (2005). No decorrer do referido ano letivo os primeiros dois meses de trabalho foram os mais difíceis. O principal desafio foi conciliar o que eu pensava que fosse interessante para os estudantes com o que eles traziam, propunham, desejavam - com quem eles são. Esta passou a ser a minha prática: estar com os ouvidos, o coração e a sensorialidade abertos para sentir como chegavam em cada um dos nossos encontros e a partir desta percepção buscar uma interação com os mesmos. Muitas vezes esta iniciativa foi “mal sucedida” no sentido de que não conseguimos produzir o que tecnicamente se chamaria de aula. Com a presente escrita apenas organizo o que foi feito de modo a começar a perceber onde me situo, no campo da educação artística.
Inclusão escolar de alunos surdos na rede federal de ensino: contexto e desafios - (2023)

Cristiane Rodrigues de Freitas, Cirlande Cabral da Silva

Volume: 19 - Issue: 1

Resumo. O presente artigo tem como objetivo descrever como a inclusão escolar de pessoas com deficiência (com enfoque no aluno surdo) tem ocorrido na Rede Federal de Ensino, tendo em vista o contexto legal e histórico das legislações educacionais e seus desdobramentos nas instituições de ensino regulares e profissionais. Neste sentido, o itinerário metodológico utilizado no desenvolvimento desse trabalho percorreu o caminho da pesquisa bibliográfica. Com esse intuito traz uma discussão inicial sobre o desenvolvimento de políticas inclusivas na rede, destacando projetos, programações e ações desenvolvidas. Contextualiza a Educação Profissional Técnica de Nível Médio (EPTNM) diante das peculiaridades legais e práticas para a inclusão do aluno surdo. Reflete sobre os desafios que as Instituições Federais de ensino têm para um processo de inclusão do aluno surdo real e exitoso, levando em consideração de mudanças pedagógicas internas, assim como a viabilização das acessibilidades necessárias para uma prática realmente inclusiva. Assim, há de se considerar que a Rede Federal tem desenvolvido ações inclusivas, e procurado atender a legislação educacional, mas ainda precisa estabelecer processos inclusivos contínuos para uma formação exitosa e equânime do aluno surdo.