Revista Internacional de Folkcomunicação

(186 Artigos indexados)

Resistência civil, ativismo (folk)midiático e ciberativismo: o caso da sociedade boliviana - (2021)

Karla Andrea Terán, Aline Wendpap

Volume: 19 - Issue: 42

Resumo. É na teoria da folkcomunicação, proposta pelo autor Luiz Beltrão, na década de 1960, que este artigo sustenta seus aspectos teóricos e metodológicos, pois o ativismo folkmidiático cria mecanismos de leitura, identificação e ações em canais próprios, capazes de superar a pós-verdade — a distorção deliberada da realidade. Dessa forma, objetiva-se evidenciar o papel dos ativistas folkmidiáticos nas rupturas democráticas da sociedade boliviana, num contexto no qual o ciberespaço parece ser uma maneira eficaz de construir novas formas de interação social, que, em conjunto com a participação cidadã nas ruas, pode produzir ações e efeitos na realidade. Resistência civil; Ciberativismo; Ativismo (folk)midiático; Folkcomunicador.
“Emicida: AmarElo – É Tudo pra Ontem” – o discurso dos excluídos e a reivindicação de espaços culturais fechados no contexto da negritude brasileira - (2021)

Augusto Martins de Jesus

Volume: 19 - Issue: 42

Resumo. O documentário protagonizado e narrado pelo rapper Emicida traz em seu título a urgência do debate: “é tudo pra ontem”, porque tem pressa de fazer acontecer. O filme, estreado na plataforma de streaming da Netflix em dezembro de 2020, combina dois momentos importantes: uma autobiografia feita por um registro dos bastidores da construção do seu último álbum de lançamento, o AmarElo, e a narrativa da história da negritude brasileira munida da imprescindibilidade de uma reparação histórica.
“O cordel é uma mídia alternativa, popular e contra-hegemônica”, defende Alberto Perdigão - (2021)

Sérgio Luiz Gadini

Volume: 19 - Issue: 42

Resumo.
A Festa das Tribos: perspectivas folkcomunicativas em um cenário de resistência - (2020)

Nair Santos Lima

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. O Festival das Tribos Indígenas ou Festribal é um evento que ocorre anualmente desde o ano de 1995 na cidade de Juruti (Pará), na Amazônia brasileira, e compreende à competição entre as “tribos” Munduruku e Muirapinima, concorrentes dessa manifestação da cultura popular. A Amazônia sintetiza simultaneamente a singularidade e a complexidade de um território que em tempo muito antigo apresentava um cenário abundante, habitado por diversos grupamentos humanos (tribos), além de que, em tempos modernos, agrega marca e produto. A partir do século XVI, com a colonização e a chegada do europeu, houve um tensionamento entre culturas que resultou na dupla consciência, efeito da ampla violência que transmutouse, evidenciando-se nas festas populares. Com foco na diversidade cultural da região e da comercialização de seus produtos, a publicidade criou a “marca” Amazônia, nas festas, na música, na dança, na artesania regional etc., e, a partir da origem e projeção da festa, este artigo buscou identificar nas letras das músicas da Festa das tribos, em 2019, modos de resistência representados nessa manifestação da cultura popular e o modo como esse sentimento é expresso. A partir de uma abordagem qualitativa e objetivo exploratório, fez-se uma análise semiótica do evento, por meio do audiovisual na Plataforma YouTube - pela percepção e apreensão dos sentimentos desses povos. Embora ressignificadas, as festas indígenas se perenizaram com base na oralidade, na contação de histórias de seus povos, dos mitos, crenças e das festas vivenciadas por seus antepassados. Essa análise encontra abrigo na teoria da folkcomunicação.
A folkcomunicação como estratégia de resistência dos grupos marginalizados: um estudo de caso de uma comunidade de catadores de caranguejo em Aracaju - (2020)

Flávio Santana

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. O presente artigo tem como objetivo analisar como a Folkcomunicação serve de estratégia de resistência dos grupos marginalizados, a partir de um estudo de caso da comunidade do Povoado Coqueiro, localizada na Região Metropolitana de Aracaju (RMA). Foram analisadas entrevistas semiestruturadas coletadas na comunidade, a fim de entender como os catadores enxergam o processo midiático na preservação de sua identidade. Constatamos que a comunicação massiva segue uma lógica que não condiz com a realidade cultural da comunidade e a população local segue indiferente, na construção de suas próprias expressões de resistência.
Agentes folkcomunicacionales y memoria colectiva: organizando el territorio desde la experiencia popular - (2020)

Nastassja Mancilla Ivaca

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. Este artículo es parte de una investigación en curso que se desarrolla en la precordillera de la región de Los Ríos, Chile, donde ex pobladores/ras buscan recuperar territorios del Complejo Forestal y Maderero Panguipulli (COFOMAP) de los cuales fueron desplazados forzadamente durante la dictadura militar (1973-1989). El objetivo es analizar las prácticas folkcomunicacionales de actoras/res que otorgan sentido a la apropiación del espacio desde la cultura popular, que emerge en la memoria colectiva y potencia la organización. Dimensión que se identificó a partir del trabajo de campo que incluyó entrevistas grupales y observación participante. Así, se articula una narrativa resistente al despojo empresarial y el terrorismo estatal vívido, otorgando inteligibilidad a la lucha presente y las demandas de justicia.
Bases teóricas do Ciespal: a década de 1960 foi um período funcionalista? - (2020)

Iury Parente Aragão

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. Este texto é uma reflexão sobre o entendimento de que entre 1960 e 1973 o Centro Internacional de Estudos Superiores de Comunicação para a América Latina (Ciespal) passou por um “período funcionalista”. Tendo por base pesquisa bibliográfica e documental realizada no acervo desse Centro e o estudo de obras de Émile Durkheim, Bronislaw Malinowski e Robert Merton, buscamos aproximações e distanciamentos entre as indicações de investigação presentes em materiais do Ciespal dos anos 1960 e o funcionalismo. O estudo apontou que a comunicação para o desenvolvimento trouxe propostas políticas, enquanto que a Mass Communication Research (MCR) guiou o fazer científico, e que estas não trazem, necessariamente, em suas estruturas, o pensamento funcional.
Comunicação rural e internet: protagonismo da população do campo - (2020)

Luiz Custódio da Silva, José Primitivo Leal Neto, Iara Alves dos Santos

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. Apresentamos uma reflexão sobre a utilização de ferramentas contemporâneas de comunicação pela população rural. Para tanto, fizemos uma revisão bibliográfica sobre as concepções de comunicação rural, trazendo algumas problematizações para sua atualização. Em seguida, tendo como parâmetro o YouTube, falamos também sobre a liberação do pólo emissor e sobre a democratização da fala. Para isso, nosso objeto empírico foi o canal “Humorista da Serraria Ofc”, protagonizado por agricultores do sítio Serraria, da cidade de João Dias, Rio Grande do Norte. Compreendemos que está havendo um movimento que propende atualizar a concepção de comunicação rural, tendo em vista que o protagonismo desse campo passa a ser das comunidades rurais. Eles estão utilizando cada vez mais as plataformas digitais para compartilhar informações e causos que permeiam a vida no campo.
Comunidades indígenas e resistência cultural na Amazônia: entrevista com a pesquisadora Iraildes Caldas Torres - (2020)

Karina Janz Woitowicz

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo.
Dinâmicas e fluxos da teatralidade do interior: as características folkmidiáticas da Companhia Teatral Arte Viva de Santa Cruz/RN - (2020)

Beatriz Lima de Paiva, Itamar de Morais Nobre

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. Analisam-se as práticas, narrativas e aspectos culturais da Companhia Teatral Arte Viva (Santa Cruz, Rio Grande do Norte, Brasil) no âmbito comunicacional e midiático. O relato ressalta as suas características representativas e a interação social entre a companhia e o público, bem como evidencia a observação de um fenômeno original: a expressão e resistência dos teatristas em associação à sua contextualização folkmidiática ao abordar a teatralidade que ocupa o espaço público e demonstra, em sua essência, a vocação.
Do fundo da grota para o streaming: o sucesso do grotesco na midiatização musical - (2020)

Helyna Dewes, Ada C. Machado da Silveira

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. O cenário da pandemia de Covid-19 estimulou a exposição de músicos em lives musicais. Artistas que já se faziam presentes em plataformas de streaming e em mídias sociais digitais buscaram espaço com vistas a superar a exigência de distanciamento social. O artigo observa a intrínseca relação entre o campo da música e os processos de midiatização e propõe-se a examinar como ocorre a inserção da música regional gaúcha em algumas das transmissões de maior audiência no período no streaming. Analisa-se especificamente o fenômeno de uma canção reconhecida como pertencente a uma identidade específica, a partir da relação entre letra, sonoridade e ritmo, e sua divulgação a partir de memes para audiências desterritorializadas. Constata-se que, a partir do linguajar de zombaria em temas já tratados pela narrativa mítica, a vertente musical galponeira assumida na canção manifesta o desprezo por formas cultas e críticas de expressão musical, e conquista por via midiatizada tanto audiências regionais como nichos regionalistas nacionais. Seu êxito expressa a busca catártica de superação da asfixia social determinada pelo contexto da pandemia.
México Colorido - (2020)

Marcelo Sabbatini

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo.
Midiatização, consumo e práticas culturais artesanais - (2020)

Denise Figueiredo Barros do Prado

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. Neste artigo, discutimos como as práticas culturais artesanais de Mariana (MG) se constituem em diálogo com a midiatização. Refletimos sobre como as mesclas com o midiático afetam as práticas culturais artesanais a partir de Canclini (2010, 2015) e Certeau (2009). Metodologicamente, foram feitos o registro fotográfico das produções artesanais expostas em 13 lojas de artesanato de Mariana (MG) e entrevistas narrativas com 18 artesãs da cidade, entre 2016 e 2018. Realizou-se a análise interpretativa deste material. A partir disso, percebemos que as práticas culturais artesanais se veem afetadas pelo midiático, de modo que evidenciam um tensionamento e uma reconfiguração de suas formas tradicionais e suas possibilidades criativas no contexto atual.
Periodismo sobre migración con enfoque de derechos Diálogos metodológicos entre los DDHH y la Folkcomunicación - (2020)

Laura Gottero

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. El trabajo profundiza en la construcción de un discurso periodístico que incorpore y emplee activamente la perspectiva de derechos humanos en la labor mediática que tematiza el fenómeno migratorio y a las personas migrantes como objetos o contextos de noticia. Las preocupaciones por el modo en que se representa a los/as migrantes y se aborda el fenómeno migratorio en los medios de comunicación latinoamericanos tiene su base en la identificación de procesos persistentes de desigualdad en las posibilidades de construcción simbólica, que afectan negativamente la imagen de migrantes y les quitan la posibilidad de una voz propia en los medios hegemónicos. En ese sentido, la Folkcomunicación y los derechos humanos recuperan esa discusión y proveen de herramientas valiosas para reconfigurar la práctica periodística contemporánea. El trabajo analiza el modo de construcción de discursos periodísticos empleando el enfoque conceptual y metodológico de los derechos humanos, así también incorpora herramientas del análisis de discurso desde una perspectiva comunicacional. Como resultado del relevamiento critico realizado, se elaboran elementos de abordaje y recomendaciones concretas para reconfigurar la práctica y la producción periodística sobre migración a partir de un marco de derechos humanos
Questões de gênero em forma de cordel: análise da obra “Coração na aldeia, pés no mundo”, de Auritha Tabajara - (2020)

João Guilherme de Castro Martins

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo.
Testemunho dos carismáticos como verdade informativa na perspectiva da Folkcomunicação - (2020)

Roseméri Laurindo, Ana Cláudia Kostetzer

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. Este artigo apresenta uma reflexão sobre a verdade informativa nos testemunhos de participantes do movimento religioso Renovação Carismática Católica do Brasil. Os relatos foram coletados nas pregações do Grupo de Oração São José, onde cerca de trinta pessoas se encontravam, em 2018, todas as segundas-feiras, às 19 horas, na capela Nossa Senhora das Graças, localizada no bairro Bateias do município de Gaspar, em Santa Catarina. A pesquisa foi baseada na perspectiva da Folkcomunicação, teoria fundamentada por Luiz Beltrão e que fala dos meios de comunicação populares e seus agentes. Analisa-se como os testemunhos acrescentam conteúdo informativo para a comunidade carismática, nos encontros de oração. Testemunhos da transformação no conhecimento sobre a realidade dificilmente contemplada pela abordagem jornalística tradicional.
“Caminhada com Maria” virtual: uma festa popular em diálogo com o digital - (2020)

Ivig de Freitas Santos, Maria Érica de Oliveira Lima

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. A Igreja Católica sempre procurou estar conectada com a mídia e a pandemia de COVID-19 estreitou ainda mais os laços da instituição religiosa com as mídias sociais. Neste cenário, também as festas populares precisaram reconfigurar suas práticas para atender a necessidade do isolamento, o que incluiu a presença ainda mais forte destas celebrações no ambiente digital. Nesse contexto, o objeto da presente pesquisa é a “Caminhada com Maria”, tradicional procissão católica realizada em Fortaleza, ocorrida em formato virtual em 2020. A metodologia utilizada é a netnografia, por meio da análise dos comentários dos fiéis durante a transmissão ao vivo da festa religiosa. Foi possível observar como os participantes se apropriaram destes espaços para manifestar práticas devocionais e votivas, o que demonstra as oportunidades de comunicação que a religiosidade tem experimentado na Era digital.
“Os Segredos das Chuvas” e a produção do impresso O Candeeiro em Lagoa do Juá/CE - (2020)

Rosa da Conceição Nascimento, Catarina Tereza Farias de Oliveira

Volume: 18 - Issue: 41

Resumo. Este artigo é uma pesquisa etnográfica sobre o “CANDEEIRO”, impresso produzido pela ASA (Articulação Semiárido Brasileiro). A investigação reflete sobre a proposta de comunicação do Candeeiro como experiência comunicativa que não se volta para a informação, mas sim para uma dimensão de comunicação educativa na zona rural do Nordeste brasileiro. O Candeeiro é produzido a partir das culturas locais do sertanejo em sua convivência com a seca. Problematizamos o conceito de Sistematização de experiências que fundamenta a prática comunicativa para entender como a ASA e as pessoas da localidade pesquisada vivenciam a produção do jornal nessa relação entre comunicação e inclusão de hábitos culturais do sertão. A pesquisa de campo teve duração de oito meses e aconteceu em Lagoa do Juá, no Ceará, de dezembro de 2017 a agosto de 2018.
A construção da territorialidade pela população quilombola do Muquém - (2020)

Rodrigo Arydson Bezerra de Lima, Tarcia Regina Da Silva

Volume: 18 - Issue: 40

Resumo. Nesta pesquisa, partimos do pressuposto de que a construção das identidades está ligada também à organização territorial e à maneira como o território é percebido por quem o experimenta. Ele foi desenvolvido na comunidade quilombola do Muquém, situada em Alagoas e formado por cerca de 120 famílias. Dessa maneira, esse estudo analisa as representações de como os indivíduos se organizam no espaço, se imprimem e nele se refletem, descrevendo um mundo onde as pessoas lutam por reconhecimento, esbarram em muitos preconceitos e discriminações, bem como, desejam expressar sua percepção de mundo e sobreviver da sua arte. O nosso objetivo geral é compreender como a população do Muquém constrói a sua territorialidade, bem como, de que maneira essa territorialização é permeada pelos efeitos da colonialidade. Para tal, utilizamos a metodologia qualitativa de história de vida e entrevistamos uma das lideranças da referida comunidade. Os dados evidenciam as tensões e permanências na história dessa comunidade, os conflitos a partir da presença mais intensa do Estado na organização do território e a fragilidade educacional no fortalecimento da identidade quilombola. Nesse cenário, o estudo evidencia que o território onde o sujeito está inserido não pode ser desconsiderado enquanto elemento cultural constituinte de sua identidade.
A presença indígena no Brasil e os conflitos em torno da demarcação da terra indígena do Jaraguá/SP - (2020)

Maria Izabel Rangel de Souza Oliveira, Cristina Schmidt Silva Portéro

Volume: 18 - Issue: 40

Resumo. Este artigo tem por objetivo explanar sobre a trajetória indígena no Brasil e os conflitos que envolvem o direito ao uso da terra indígena, perpassando pelo impacto trazido pela colonização, sobre elementos culturais, folkcomunicação, hibridização cultural e sobre o uso da terra quanto recurso necessário às atividades produtivas e à reprodução física e cultural dos povos, tendo como eixo central apresentar as problemáticas que envolvem o acesso e reconhecimento do direito a terra indígena, em específico, na aldeia indígena do bairro Jaraguá/SP. A pesquisa foi realizada por meio de levantamentos bibliográficos e sites oficiais. Compreende-se a propriedade da terra como um direito originário, ou seja, que antecede até mesmo as legislações da República Federativa, o direito que lhes é garantido, como forma de reparação histórica em respeito ao que representa esse povo.
As narrativas nos pontos cantados de Exus - (2020)

Carla Regina Santos Paes, Analaura Corradi, Douglas Junio Fernandes Assumpção

Volume: 18 - Issue: 40

Resumo. Este estudo teve como objetivo geral compreender as narrativas presentes nos pontos cantados as personalidades das entidades de Exu representadas. E, como objetivos específicos: identificar os processos narrativos das mensagens contidas nas letras dos pontos cantados e relacionar os processos narrativos com as características de personalidade dos pontos cantados. A proposta metodológica centra-se nas narrativas das letras dos pontos cantados de Exu e Pombo gira. Observando os atributos narrados nos pontos tendo com suporte de analise as três categorias de narrativa de Motta (2013). Conclui-se que tanto os Exus quanto as Pombogiras, mantêm características semelhantes, podem ser utilizados vocábulos diferentes para qualificá-los, porém, os significados são equivalentes.
Da casa de pau a pique e do assentar do barro: A experiência do projeto de extensão Direitos em Movimento na comunidade quilombola Mundo Novo - Buíque/PE - (2020)

Clarissa Marques

Volume: 18 - Issue: 40

Resumo. O presente artigo propõe apresentar a importância da relação entre pesquisa e extensão a partir da experiência desenvolvida na comunidade quilombola Mundo Novo, Buíque-PE, que atuou como ponto de partida para o Coletivo “Direitos em Movimento”. Tem como objetivo geral observar como os estudos desenvolvidos colaboraram para ações as quais transpassaram os muros da universidade e contribuíram para significativas transformações na comunidade. Como objetivos específicos busca apresentar a relevância da regulamentação das comunidades remanescentes de quilombos, bem como apresentar a colaboração do projeto de extensão Direitos em Movimento (DIMO) no caso da comunidade Mundo Novo. Para tanto, foi utilizado o método hipotético-dedutivo. O projeto obteve resultados positivos uma vez que foi possível acompanhar e desenvolver ações de fortalecimento da identidade quilombola durante os 12 meses de duração.
Entre registros e memórias: um olhar sobre as festas populares e tradicionais de Luanda - (2020)

Yuri Manuel Francisco Agostinho

Volume: 18 - Issue: 40

Resumo. O objetivo deste trabalho é olhar como a memória opera através do discurso de três intervenientes que recorrem à memória para relatar questões sobre as festas populares e tradicionais de Luanda. Para além da preocupação inicial, o nosso interesse recairá igualmente na importância de registrar as memórias de sujeitos, para que estes registros possam ser uteis para a divulgação da cultura Luandense e a possibilidade de ser uma ponte para futuras pesquisas que incidem sobre as festas populares e tradicionais de Luanda. Como metodologia: gravamos às narrativas com um gravador de som, por conseguinte, fizemos a transcrição do essencial e por fim analisaram-se os registros. Como resultado constatamos que existem diferenças no universo da memória, a sua operacionalização é bastante complexa. As festas populares e tradicionais de Luanda carregam histórias que estão submersas e associadas ao vivido e podem ser acessadas através do registro e da tradição oral.
Entrevista com Warren Warbrick: a Cultura e os Sons Maori e a Integração Multicultural entre a América Latina e a Nova Zelândia - (2020)

Luciano Victor Barros Maluly, Leonel Alvarado, Carlos Augusto Tavares Junior

Volume: 18 - Issue: 40

Resumo.
Estado da Arte e Bibliometria da Folkcomunicação: Folkmarketing no Festival Folclórico de Parintins - (2020)

Ana Paula Almeida Miranda, Severino Alves de Lucena Filho

Volume: 18 - Issue: 40

Resumo. A presente pesquisa pretende apresentar os estudos acadêmicos que foram realizados com base na teoria da folkcomunicação com foco em folkmarketing, que é uma estratégia de comunicação organizacional, no período que compreende os anos de 2009 a 2018 (10 anos). O estado da arte proporciona embasamento e comprova a viabilidade de uma pesquisa. Comprova ainda que o estudo contribui para o campo de atuação da Folkcomunicação e do Folkmarketing, como teorias da comunicação. Possui relevância para a área acadêmica, pois, apesar de serem genuinamente brasileiras, seu uso ainda se mostra escasso e precisa ser propagado no campo das pesquisas, especialmente em comunicação, por sua relevância social (estudos que priorizam as minorias que se situam à margem da sociedade). Conclui-se que os estudos bibliométricos são ferramentas de inestimável valor para a área da ciência da informação, por aplicar métodos estatísticos e matemáticos a fim de analisar e construir indicadores sobre a dinâmica e evolução da informação científica e tecnológica quantificando os processos de comunicação escrita, para os periódicos e para o desenvolvimento da ciência como um todo.