História Econômica & História de Empresas

(77 Artigos indexados)

A economia de abastecimento de Santa Catarina no império marítimo português (1750-1820) - (2022)

André Fernandes Passos

Volume: 25 - Issue: 2

Resumo. Este artigo busca entender como a produção de abastecimento da capitania de Santa Catarina esteve relacionada com a expansão ultramarina portuguesa e com a economia do Atlântico Sul. Para isso, fiz um balanço do processo de colonização da região em aspectos referentes ao povoamento, ao tráfico de escravo e a sua produção em um recorte de tempo reconhecido pela historiografia como de dinamização da economia mundial atlântica. Utiliza-se nesta pesquisa de diálogo com a bibliografia especializada e com fontes provenientes do Conselho Ultramarino (1750-1820).
As principais dimensões da noção de progresso de JK - (2022)

Leonardo Dias Nunes

Volume: 25 - Issue: 2

Resumo. O objetivo deste artigo é reconstituir as dimensões da noção de progresso utilizada por Juscelino Kubitschek nos Discursos e nas Mensagens ao Congresso Nacional. Destaca-se que esta noção expressava a busca, no Brasil, pela consolidação do padrão de vida resultante das transformações decorrentes da II Revolução Industrial. Para tanto, após uma breve Introdução, o artigo apresenta as Principais dimensões da noção de progresso de Juscelino Kubitschek, quais sejam, as médico-sanitárias, educacionais, científicas, industriais e regionais. Nas Considerações finais, as dimensões do progresso defendidas por Juscelino são apresentadas como sendo a expressão do momento em que existia um horizonte de expectativa positivo em relação ao futuro. Além disso, mostra-se o período em análise como um futuro passado caracterizado por um tipo de atuação do Estado nas transformações estruturais da sociedade Brasileira.
Camelot Elétrica: Um Economista Visita a Corte do Rei Arthur - (2022)

Rafael Almeida

Volume: 25 - Issue: 2

Resumo. Mark Twain escreveu o livro A Connecticut Yankee in King Arthur’s Court (1889) como uma forma de refletir sobre as mudanças que ocorriam nos Estados Unidos da assim chamada “Era Dourada”. O livro conta a história de Hank Morgan, um engenheiro que foi parar na Inglaterra do século VI, quando o Rei Arthur liderava os Cavaleiros da Távola Redonda, em Camelot. Hank tenta industrializar a Inglaterra doze séculos antes, usando seus conhecimentos de tecnologia e cultura. Porém, seu projeto de Camelot Elétrica, sobre inúmeros reveses e falha. A novela é relevante para economistas porque lida com vários tópicos de interesse, tais como empreendedorismo e desenvolvimento econômico. A literatura sobre a “síndrome do economista visitante” identifica inúmeros problemas no processo de ajuda ao desenvolvimento de um país devido a uma série de fatores, incluindo até mesmo arrogância e ingenuidade dos modelos econômicos, mas que estão presentes quando se lidam com contextos diferentes. Argumenta-se que esses problemas foram discutidos por Mark Twain, que tinha interesse na nascente economia neoclássica, na novela em questão. Apesar de Hank ser um engenheiro, sua trajetória é semelhante à de um economista visitante. Assim, o livro é uma ferramenta para explorar por meio da ficção problemas e desafios do desenvolvimento econômico.
Consumo e Taxação de Bens Conspícuos na Ciência Econômica: Um debate envolvendo a Escola Clássica, o Institucionalismo Original e John Maynard Keynes. - (2022)

Rafael Camatta, Alexandre Ottoni Teatini Salles

Volume: 25 - Issue: 2

Resumo. Este artigo objetiva analisar as contribuições teóricas acerca do consumo e taxação de bens conspícuos, na ciência econômica, entre o final do século XVII até a metade do século XX. Particularmente, busca-se analisar a contribuição de autores da Escola Clássica (Adam Smith, David Ricardo, John Rae e John Stuart Mill), do Institucionalismo Original (Thorstein Veblen e Wesley C. Mitchell) e da abordagem de John Maynard Keynes. Procura-se também discutir alguns motivos que podem explicar a diminuição do interesse sobre o tema entre 1900 e 1950.
Internacionalização de empresas e o caso Odebrecht: uma abordagem teórica - (2022)

Pedro Giovannetti Moura

Volume: 25 - Issue: 2

Resumo. Pretende-se nesse artigo analisar o caso da atuação internacional da Construtora Norberto Odebrecht (CNO) entre sua primeira obra – em 1979 - até meados dos anos 1990, à luz dos postulados da literatura empresarial de internacionalização de empresas. Para tanto, nos valemos de um balanço teórico sobre dois dos paradigmas clássicos de internacionalização – os modelos de Dunning e a Escola de Uppsala – somado à diferentes contribuições na área, como a expressa pela obra de Peter Dicken. Ao colocar em debate o estudo de caso da CNO, a partir da obra de Charcani VI, em Arequipa (Peru), temos por objetivo estabelecer pontes de diálogo e limitações entre esses modelos e o caso da construtora brasileira. Para tanto, nos valemos da literatura empresarial mencionada, bibliografia acadêmica e jornalística sobre a CNO, dados públicos e um estudo empírico possibilitado pelo acesso às revistas Odebrecht Informa, materiais de circulação interna da Organização. Pretendemos com isso argumentar em favor da ideia da complementariedade entre esses paradigmas como uma chave de explicação do processo de internacionalização da CNO. Objetivamos, assim, nos distanciar de visões monolíticas da historiografia empresarial, reforçando o entendimento de que o estudo das empresas e sua atuação são fundamentais para compreensão do mundo contemporâneo.
Liberalismo, progresso técnico e propriedade na obra de José da Silva Lisboa, Visconde de Cairu - (2022)

Leandro Miranda Malavota

Volume: 25 - Issue: 2

Resumo. O primeiro terço do século XIX é marcado por importantes câmbios no pensamento econômico, na estrutura de produção e nas relações de mercado, com impactos significativos sobre a atividade inventiva. Usual no Antigo Regime, a prática de concessão de privilégios e outras mercês a inventores então se submete a uma ressignificação, transformando-se as patentes em direitos de propriedade. Nesse contexto, José da Silva Lisboa apresenta-se como um dos primeiros pensadores luso-brasileiros a discutir questões relativas ao sistema de patentes, considerando seus efeitos sobre o desenvolvimento econômico. Tencionamos neste trabalho identificar e discutir as ideias de Cairu acerca da matéria, tomando como base seus principais escritos econômicos e pareceres por ele produzidos na condição de deputado da Real Junta do Comércio.
População e economia em Cabo Frio, Capitania do Rio de Janeiro, segundo o censo colonial de 1797 - (2022)

Heitor Pinto de Moura Filho

Volume: 25 - Issue: 2

Resumo. Cana-de-açúcar foi plantada em quase todo o território brasileiro, destinada à produção de açúcar, de aguardente e para consumo direto do caldo. Os levantamentos da população e da produção econômica realizados ao final do século XVIII pela coroa portuguesa em algumas freguesias fluminenses são as fontes que mais se aproximam das listas nominativas disponíveis para as capitanias de São Paulo, incluindo o atual Paraná, e Minas Gerais. Para o Rio de Janeiro, listam nominalmente somente os chefes de fogos, sendo os demais indivíduos apenas quantificados, juntamente com indicação das atividades produtivas que exercem. Apesar de sujeitos a várias prováveis omissões e imprecisões, os dados dessas fontes representam a informação mais detalhada, fogo a fogo, sobre o território fluminense em todo o período escravista. Analisamos o Mappa geral dos fogos (...) de 1797, que permite importantes conclusões sobre a composição desta população e suas atividades econômicas.
Reportagem jornalística como fonte de pesquisa em História econômica: um exemplo e algumas questões - (2022)

Pedro Henrique Pedreira Campos

Volume: 25 - Issue: 2

Resumo. A resenha aborda a obra de Malu Gaspar, "A Organização: a Odebrecht e o esquema de corrupção que chocou o mundo". Além de percorrer a obra e suas contribuições, tentamos realizar uma reflexão acerca das diferenças e aproximações entre o jornalismo econômico com os métodos da História econômica e História de empresas.
Totalitarismo, utilitarismo e a economia nazista: uma leitura a partir de Hannah Arendt - (2022)

Bruna Werle, Carlos Henrique Horn

Volume: 25 - Issue: 2

Resumo. A economia alemã sob o nazismo foi caracterizada por Arendt, em Origens do totalitarismo, como não utilitária e padecendo de “esbanjadora incompetência”. A partir destes traços peculiares, o presente artigo procura reunir evidência sobre a irracionalidade da economia nazista, com base em recente literatura da história econômica do período, a fim de qualificar a incongruência entre a política do Terceiro Reich e os princípios utilitários que regeriam o sistema econômico. Ao fazê-lo, o texto destaca o predomínio da dimensão ideológica do regime nas principais decisões de ordem econômica.
As instituições fazendárias provinciais no contexto da Revolução do Porto e da Independência do Brasil - (2022)

Cláudia Maria Graça Chaves

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo. A Revolução do Porto, constitucionalista e liberal, produziu efeitos imediatos e simultâneos no território americano. A simples notícia de seu acontecimento e da convocação das Cortes Gerais em Lisboa foi suficiente para desencadear os primeiros movimentos de juntas governativas no Brasil, dando início ao processo sem retorno de reforço dos poderes e instituições regionais. Esse foi o caso das Juntas da Real Fazenda, que eram órgãos colegiados presididos, até então, pelos capitães-generais. Nosso objetivo aqui é discutir como as repartições fazendárias estiveram no centro de discussão sobre a reformulação dos poderes regionais e conseguiram manter a continuidade mesmo nos momentos de maior tensão entre as Cortes portuguesas e a Corte do Rio de Janeiro até a Independência do Brasil. Ainda que não tenham sobrevivido ao fim do Primeiro Reinado, as Juntas de Fazenda lançaram as bases de forte representação de interesses e de poderes regionais.
Comércio luso-brasileiro no Rio da Prata e a Independência do Brasil: continuidades e rupturas (1777-1824) - (2022)

Fabrício Prado

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo. O comércio com as colônias espanholas do Rio da Prata, desde o século XVI, foi central para a economia luso-brasileira, e levou à fundação da Colônia do Sacramento em 1680, um entreposto comercial luso-brasileiro no Rio da Prata. A conquista espanhola da Colônia do Sacramento (1777) não significou o fim da rota entre Rio da Prata e Brasil; ao contrário, no período tardo-colonial, houve o aumento da intensidade e do volume das trocas entre o Prata e o Brasil, incluindo um aumento expressivo no tráfico de escravizados e a ampliação das trocas comerciais – ainda que tais interações fossem muitas vezes classificadas como comércio de contrabando. O presente artigo apresenta uma análise das rotas, das estratégias e do volume do comércio entre o Brasil (especialmente Rio de Janeiro) e o Rio da Prata no período tardo-colonial, enfatizando rupturas e continuidades nesse circuito mercantil vinculadas ao processo de independência do Brasil (1808-1822).   Palavras-chave: Contrabando. Prata. Escravizados. Rio da Plata.Comércio
Como Tiro e Cartago: portos livres/Portos francos e a economia política do Império português numa perspectiva global (1808-1824) - (2022)

Jesus Bohorquez

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo. A declaração de portos livres de 1808 foi um divisor de águas na história da economia política do Império português. Permitir aos comerciantes estrangeiros o comércio nos portos brasileiros alterou radicalmente as políticas utilizadas durante séculos. Este artigo visa reavaliar a concepção e a promulgação das políticas comerciais portuguesas no contexto da turbulência internacional que levou ao desmoronamento dos impérios ibéricos no mundo atlântico. O documento estuda a ideia de portos francos, uma instituição de longa duração que supostamente surgiu no século XVI e que atingiu uma implementação mundial nos séculos vindouros. O artigo tem como focos as tentativas feitas em Lisboa para criar um porto franco na década de 1780. Uma ideia fracassada que voltou a ser tendência mais uma vez na década de 1820 quando os estudiosos lançaram a proposta de porto franco como a solução para a reorganização do comércio imperial. Os portos brasileiros e Lisboa poderiam imitar Tiro e Cartago e a antiga capital imperial se tornar, assim, uma feira global.
Da moeda metálica à moeda fiduciária: as transformações do meio circulante na construção do Império do Brasil (1808-1840) - (2022)

Fernando Cerqueira Lima

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo. A passagem de um sistema monetário baseado em moeda metálica para um sistema de moeda fiduciária ocorreu na Europa e nas Américas em diferentes velocidades. No Brasil, tal processo foi particularmente rápido: no breve período entre a transferência da Corte portuguesa e o fim do Primeiro Reinado, o papel-moeda inconversível substituiu a moeda metálica como meio circulante. Este artigo discute as causas dessa substituição, que parte da historiografia atribui a “vícios” do sistema monetário herdado do período colonial e a equívocos na condução da política econômica – em particular, às alterações no valor da moeda metálica e às emissões de papel-moeda pelo Banco do Brasil. Sugerimos que a saída de metais decorreu de déficits no balanço de pagamentos e que o acesso a novas formas de senhoriagem pelo poder central mostrou-se um expediente necessário para o financiamento das despesas gerais e militares nos primeiros estágios da construção do Império do Brasil.
Economia e técnica no contexto da Independência do Brasil - (2022)

Mônica de Souza Martins, Leandro Miranda Malavota

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo. A proposta objetiva desenvolver um estudo sobre as relações entre economia, ciência e técnica no Brasil, entre o fim do século XVIII e o início do século XIX. A convivência de uma economia de base agrária e escravista com um discurso modernizante preconizado por segmentos ilustrados que compunham a cúpula do Estado português constitui o ponto de partida da reflexão, conduzindo-nos à análise das principais características do sistema produtivo local, o exame de sua base tecnológica e a identificação dos fatores e condições que obstruem transformações significativas. O baixo estímulo à inovação e ao desenvolvimento dos meios de produção são tomados como fatores característicos da economia colonial, sendo reproduzidos, consolidados e reforçados no contexto pós-independência.
Entrevista com Wilma Peres Costa - (2022)

Luiz Fernando Saraiva, Nelson Mendes Cantarino

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo. Entrevista com Wilma Peres Costa (27/10/2021)
Os caminhos da riqueza: “Nova Agricultura”, Fisiocracia e Filantropia – uma economia agrária para o Brasil - (2022)

José Newton Coelho Meneses

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo. O texto apresenta questões para a compreensão de premissas de uma “Nova Agricultura”, ao final do século XVIII e início do XIX, preconizada pelo pensamento iluminista tardio. Discutidas como alternativas de desenvolvimento para as nações, as opções econômicas versam sobre uma economia agrária, baseada em concepções científicas, sociais e intelectuais, discutidas em um círculo de pensadores, testadas nas práticas de experimentos e por edições de textos destinados à formação técnica dos agricultores. “Sem livros não há instrução” é o lema de Frei José Mariano da Conceição Veloso, editor da Casa Literária do Arco do Cego (1799-1801). Em diálogo com os pensamentos da Fisiocracia e de seus críticos, da Filantropia e sustentados por uma ideia franciscana de “natureza”, ele e seu círculo lisboeta, efetivam traduções e produção de textos específicos para a realidade da América portuguesa, que Frei Velloso julga bem conhecer.
Permanências e Rupturas no processo de independência e na construção da Economia Nacional (c. 1780/1840) - (2022)

Luiz Fernando Saraiva, Nelson Mendes Cantarino

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo.
Trabalho, escravidão e liberdade em estabelecimentos fabris dos séculos XVIII e XIX - (2022)

Mário Danieli Neto

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo. O artigo trata das relações entre trabalhadores escravizados e livres em estabelecimentos fabris do século XIX. A presença de escravizados em todas as funções na sociedade escravista do período pós-independência era marcante e, mesmo nas atividades manufatureiras ainda incipientes, a participação de cativos era constante. Escravizados, libertos e livres eram empregados em fábricas que, apesar da estrutura econômica agrária e exportadora do país, mantinham uma produção de certa relevância no século XIX. Discute-se ainda a existência de fábricas em uma sociedade escravista, evitando-se, contudo, abordagens dicotômicas. Sobretudo, buscou-se pensar acerca das experiências de vidas de trabalhadores escravizados dentro desses estabelecimentos, apontando estratégias de resistência, lutas por melhores condições de existência, possibilidades de acesso à liberdade e a formação de laços de solidariedade. Distintas realidades socioeconômicas regionais marcam tais experiências, por meio das quais se percebem os conflitos entre “civilização” e a violência institucionalizada da escravidão na nação recém-constituída.
Tráfico & traficantes na ilegalidade: o comércio proibido de escravos para o Brasil (c.1831-1850) - (2022)

Glauber Miranda Florindo

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo.
Tudo que tem valor vira vale: economia e circulação de crédito no contexto da Independência - (2022)

Clemente Gentil Penna, Rita Almico

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo. Este artigo busca traçar um panorama do mercado de crédito em vigor na cidade do Rio de Janeiro – a principal praça comercial do Atlântico Sul – durante e logo após o processo de Independência do Brasil. Será dada especial atenção ao crédito não institucional e privado. Tais operações creditícias foram capazes de sustentar um vigoroso mercado interno, que, embora já existisse anteriormente, desenvolveu-se acentuadamente após 1808, quando a instalação da Corte no Rio de Janeiro e a abertura dos portos inseriu a economia brasileira de forma direta e definitiva nos mercados globais. A crescente urbanização observada no período igualmente contribuiu de maneira decisiva para o surgimento de um diversificado mercado de abastecimento e prestação de serviços que, como veremos, teve nas operações não institucionais de crédito lastreadas e garantidas pela propriedade privada um de seus principais alicerces.
As ideias de Vieira Souto sobre a moeda e o câmbio no Brasil entre o final do século XIX e o início do século XX - (2021)

Daniel Cosentino

Volume: 24 - Issue: 3

Resumo. Este trabalho tem como objetivo entender as ideias de Vieira Souto sobre moeda e câmbio no Brasil durante a Primeira República.  A historiografia dá pouca atenção às ideias econômicas que embasavam o debate entorno das políticas econômicas no período. Para ele, o papel moeda não se relacionava às oscilações do câmbio, mas sim a variações no balanço de transações com o exterior. Assim apresenta uma interpretação da realidade econômica brasileira que permite caracteriza-lo como um precursor do desenvolvimentismo no Brasil.
El deterioro de las capacidades técnico-operativas de las empresas públicas argentinas durante la última dictadura cívico-militar (1976-1983) - (2021)

Débora Ascencio

Volume: 24 - Issue: 3

Resumo. El propósito de este artículo es analizar las capacidades técnico-operativas de diez de las principales empresas públicas argentinas durante la última dictadura cívico-militar (1976-1983), a partir de examinar su desempeño en una serie de indicadores productivos y laborales. Como resultado, se destaca un cambio cualitativo en la relación producción-empleo. Mientras que, durante los años previos al golpe de Estado, el incremento (moderado) en la productividad fue acompañado de un crecimiento en la producción y en el empleo, entre 1974 y 1983 se constata un incremento en el volumen físico de la producción junto con una significativa y generalizada contracción en la dotación de trabajadores y sus remuneraciones. Esto conllevó un aumento del margen de explotación y el retroceso en las capacidades técnico-operativas de las firmas. Palabras clave: Empresas públicas-  desempeño técnico-operativo- capacidades estatales- dictadura cívico-militar
História Econômica do Brasil: Primeira República e era Vargas - (2021)

Maria Alice Rosa Ribeiro

Volume: 24 - Issue: 3

Resumo.
Instinto predatório e o sentido do desenvolvimento econômico no Brasil Colônia: uma interpretação a partir de uma abordagem institucionalista vebleniana - (2021)

Tales Rabelo Freitas

Volume: 24 - Issue: 3

Resumo. Este artigo tem como objetivo o resgate da teoria dos instintos de Veblen e, consequentemente, sua incorporação para a concepção de uma abordagem institucionalista alternativa para a leitura das instituições e regularidades do sistema econômico das sociedades. Esta abordagem leva em conta os instintos aflorados em um sistema composto por: hábitos de emulação social, instrumentos de poder e um sistema de motivação presente no interior das organizações produtivas. Em seguida, se utiliza deste novo modelo analítico para interpretar o sentido da dinâmica econômica e social estabelecida no período colonial brasileiro, e também seus impactos nas instituições.
Irineu Evangelista de Souza na Guerra Grande: o intermediário dos contratos secretos entre o Brasil e o Uruguai em 1850 - (2021)

Talita Alves de Messias

Volume: 24 - Issue: 3

Resumo. O trabalho tem como objetivo explorar o papel de intermediador desempenhado por Irineu Evangelista de Souza, futuro Barão e depois Visconde de Mauá, nos contratos de empréstimos financeiros realizados pelo Império do Brasil ao governo do Uruguai em 1850, no início da chamada Diplomacia do Patacão. A análise é baseada no cruzamento de dados entre as fontes documentais relacionadas à Diplomacia do Patacão em 1850 e os dados e análises presentes na historiografia sobre o assunto. O estudo indica que Irineu foi convidado para atuar nessa política apenas como intermediador, de modo a tornar mais plausível o cenário que os agentes do Império visavam criar, mas que sua participação na ação secreta lhe permitiu combinar o acesso a informações privilegiadas da geopolítica regional com oportunidades de negócios, nas quais ele decidiu investir. Palavras-chave: Diplomacia do Patacão; Irineu Evangelista de Souza; Mauá; Guerra Grande, empréstimos.