Expansão das facções criminosas e desafios à segurança pública na Paraíba: uma análise a partir da percepção de policiais militares - (2026)
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Antonia Lucineide F. de Lima, Jeferson Alves Rodrigues, Ítalo Rafael de Lima Marques
Volume: 18 - Issue: 2
Resumo.
O crime organizado tem se consolidado como um dos principais desafios para a segurança pública brasileira, especialmente em razão da expansão territorial das facções criminosas e de seus impactos sobre a ordem social. Nesse contexto, o presente estudo buscou analisar a percepção de policiais militares acerca dos impactos da atuação das facções criminosas na segurança pública do estado da Paraíba. A pesquisa foi orientada pela seguinte questão: Como os policiais militares percebem a influência das facções criminosas no cenário da segurança pública paraibana? Trata-se de um estudo qualitativo, de caráter exploratório e descritivo, realizado por meio de entrevistas semiestruturadas com três policiais militares selecionados pela técnica de amostragem Bola de Neve (Snowball Sampling). Os dados foram submetidos à análise temática, permitindo a identificação de categorias relacionadas à atuação das organizações criminosas no Estado. Os resultados evidenciaram a presença simultânea de facções nacionais e locais, com destaque para a Nova Okaida, o Comando Vermelho e o Primeiro Comando da Capital. Os participantes associaram a expansão dessas organizações à busca por domínio territorial, fortalecimento econômico por meio do tráfico de drogas e estabelecimento de alianças estratégicas entre grupos criminosos. As entrevistas também indicaram que as disputas entre facções e a influência do sistema prisional contribuem para o fortalecimento do crime organizado. Conclui-se que a atuação das facções criminosas representa um desafio significativo para a segurança pública paraibana, demandando ações integradas de inteligência, investigação e gestão do sistema prisional.
Keywords: Crime organizado, Paraíba, Facções Criminosas
Idioma: Portuguese
Registro: 2026-09-21 16:21:03
https://revista.esmat.tjto.jus.br/revista_esmat/article/view/841