Mais-valor de código, mais-valor de fluxo e mais-valor maquínico: codificação e descodificação do excedente em Deleuze & Guattari - (2026)
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Émerson Pirola
Volume: 26 - Issue: 1
Resumo.
Este artigo examina a reelaboração de Deleuze & Guattari da categoria marxiana de mais-valor em O anti-Édipo, expandindo-a para além do capitalismo. Os autores distinguem quatro tipos: o mais-valor de código, próprio das sociedades pré-capitalistas (primitiva e despótica), onde uma instância extraeconômica (moral, religiosa, política) domina a codificação dos fluxos e a extração do excedente é discernível, como no tributo ou corveia; o humano, da contradição capital x trabalho; o maquínico, do capitalismo avançado com a tecnociência; e o mais-valor de fluxo, que é intrinsecamente capitalista e engloba o humano e o maquínico. Um quinto tipo, o mais-valor financeiro, é mencionado em seminários. O mais-valor de fluxo é propriamente capitalista, operando sob descodificação generalizada, onde a instância econômica é determinante e dominante. Caracteriza-se por relações diferenciais entre fluxos de potências distintas, como financiamento e meio de pagamento, capital e trabalho (mais-valor humano), e mercado e inovação tecnocientífica (mais-valor maquínico). O mais-valor financeiro atua na integração dos mais-valores humano e maquínico no mais-valor de fluxo. O mais-valor maquínico destaca a centralidade do conhecimento e da tecnociência, onde o trabalho humano se torna "maquínico" e adjacente aos processos produtivos. A natureza imensurável e o comando não localizável são traços essenciais do mais-valor de fluxo, que se manifesta como uma força econômica impessoal.
Keywords: Mais-valor; Codificação; Dinheiro; Mais-valor de fluxo; Mais-valor de código; Mais-valor maquínico.
Idioma: English
Registro: 2026-06-26 19:23:41
https://periodicos.ufrb.edu.br/index.php/griot/article/view/5679