O dasein é espírito no mundo: reflexões sobre a morte em Heidegger e Hegel - (2026)

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Sinésio Ferraz Bueno

Volume: 26 - Issue: 1

Resumo. A recepção favorável da filosofia de Heidegger no pós-guerra decorre de sua afinidade com o processo de secularização da cultura ocidental, especialmente ao tematizar a morte como estrutura ontológica da existência, desvinculada das promessas de transcendência religiosa. Essa concepção ressoou entre intelectuais que, diante do declínio da autoridade religiosa, passaram a compreender a finitude humana sob a perspectiva do nada. Em contraste, Hegel interpreta a morte não como expressão de uma finitude ontológica, mas como momento necessário da dialética da vida do espírito, em que a finitude é superada na totalidade do Absoluto. Assim, enquanto Heidegger vincula a experiência da morte ao horizonte existencial do ser-no-mundo, Hegel a insere no movimento especulativo em que vida e morte se revelam como momentos complementares da autoconstituição da Ideia. O artigo propõe, nesse sentido, problematizar as pretensões ontológicas da filosofia heideggeriana e confrontá-las com a reflexão hegeliana sobre o dasein e a morte.

Keywords: Hegel, Idealismo absoluto, morte

Idioma: English

Registro: 2026-06-26 19:23:41

https://periodicos.ufrb.edu.br/index.php/griot/article/view/5676

10.31977/grirfi.v26i1.5676