Lugares de começos – Guardiões de memórias: onde se começaram a desenhar formas de pensar e fazer educação, mediação e participação - (2025)

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Andreia Dias, Patricia Filipa Ribeiro Martins

Volume: 20 - Issue: 2

Resumo. Acreditamos na profundidade de transformação latente na junção da arte à educação, ou na arte como forma de propor educação.  Nesta união geram-se lugares de relação onde cada pessoa pode encontrar-se consigo, com o outro e com os outros em si, e novas formas de pensar os temas chave da contemporaneidade tendo como ponto de partida a construção conjunta e sensível de uma sociedade mais justa e democrática. Este artigo, espelha a realização de um projeto artístico-cultural, a que chamávamos Guardiões de Memórias, erigido a muitas mãos, a muitas cabeças e subjetividades, num exercício de cocriação entre a escola, museu, que descolou do lugar da arte e cujas abordagens transdisciplinares promoveram momentos de autodescoberta e de valorização das diferenças interpessoais e interculturais, de todos os envolvidos. Falamos de um projeto pioneiro entre um agrupamento de escolas e uma fundação com duas coleções de arte - dois museus, e ponto de partida para pensar na importância dos projetos de mediação artística e cultural, nascidos na união escola-museu, e da importância das parcerias frutíferas entre ambos, na formação integral das pessoas, independentemente das suas idades e diversidades e como contributo para uma cidadania plena. Desta parceria que descentralizou quer escola quer museu e criou novos territórios e possibilidades nasceram outras formas de pensar a mediação e a educação, novos caminhos rizomáticos que se expandiram e implementaram em formas de fazer de ambos os lados.

Keywords: Artes, educação, mediação artística, mediação cultural, museu, comunidade

Idioma: English

Registro: 2025-08-30 09:28:22

https://www.periodicos.udesc.br/index.php/arteinclusao/article/view/26483

10.5965/198431782022024048