Ateliê de mundos: políticas do tempo e sentidos da escola - (2024)

Acessos: 14

Priscilla Menezes de Faria, Amanda de Faria Sánchez

Volume: 17 - Issue: 1

Resumo. Os gregos antigos entendiam escola como uma qualidade temporal: scholé é o tempo livre, não porconvite à inação, mas por abertura à indeterminação. No mundo Clássico, escola é o tempo-espaço não determinado pelo tempo da produtividade e, por isso mesmo, propício ao pensamento criador. Com a formação da modernidade, os tempos da produtividade e da aprendizagem foram se tornando cada vez mais indistintos, a ponto de coincidirem: a escola passa a ser, em grande medida, o espaço que prepara e antecipa o trabalho produtivo. No presente artigo, essa realidade é analisada, investigando-se a categoria tempo e suas implicações políticas, traçando conexões com os sentidos da escola. Sustenta-se a possibilidade de a escola recuperar sua afinidade com a indeterminação, recusando ser pautada pelo tempo da produção e afirmando sua conexão com o tempo da criação.  São abordados os conceitos de desencantamento e reencantamento do mundo, bem como com a pluralidade de conceitos de tempo próprios a distintas culturas, investigando a complexidade político-social desses fenômenos. Dialoga-se com o conceito de pensamento poético e evoca-se, por fim, uma educação com arte, compreendendo que,para além de uma fábrica de trabalhadores, há a urgência política de pensar a escola como um grande espaço de criação: um ininterrupto ateliê de mundos.

Keywords: Tempo, Scholé, Criação, Desencantamento, Reencantamento

Idioma: English

Registro: 2025-08-09 00:32:17

https://periodicos.ufsm.br/revislav/article/view/87872

10.5902/1983734887872