Repensando currículos: uma perspectiva decolonial - (2025)

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Sandra Vidal Nogueira, Cleusa Inês Ziesmann, Marcelo Ordesto Rodrigues

Volume: 10 - Issue: 3

Resumo. O artigo aborda a necessidade de repensar o currículo escolar a partir de uma perspectiva decolonial, rompendo com a hegemonia eurocêntrica que perpetua exclusões e silenciamentos históricos. ​ Argumenta que o currículo oficial reflete valores coloniais, marginalizando saberes indígenas, afrodescendentes e locais, e propõe a desconstrução de narrativas universais que invisibilizam identidades de raça, gênero, etnia e cultura. ​Com base no pensamento decolonial, o artigo explora conceitos como colonialidade do poder, saber e ser, destacando autores como Aníbal Quijano, Walter Mignolo, Nelson Maldonado-Torres, Maria Lugones, Boaventura de Sousa Santos e Catherine Walsh. ​ Esses teóricos defendem a valorização de epistemologias subalternizadas e a construção de alternativas pluriversais que promovam justiça social e epistemológica. ​Por fim, o artigo propõe práticas pedagógicas decoloniais, como a valorização de saberes locais, a crítica ao racismo e às hierarquias sociais, e a flexibilização curricular, visando transformar a educação em um espaço de resistência e reexistência. Conclui que a transformação curricular é essencial para superar desigualdades históricas e construir uma sociedade mais inclusiva e plural.

Keywords: epistemicídio, decolonialidade, currículo, lugar de fala, pluriversidade

Idioma: Portuguese

Registro: 2025-08-30 09:19:26

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10.52641/cadcajv10i3.1068