Da crítica ao semiótico ao abjeto como paradigma de corpo-generificação: Judith Butler leitora de Kristeva - (2025)

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Diego Luiz Warmling

Volume: 25 - Issue: 1

Resumo. Seja em função do semiótico para criticar a psicanálise, seja para incorporar o abjeto entre suas problematizações, seja para evidenciar suas ambiguidades, é fato que Judith Butler (re)mobiliza amplamente as noções e críticas deixadas por Julia Kristeva. A começar na sua tese sobre Hegel, ela encontra nesta autora ferramentas úteis para problematizar os modos como certos sujeitos são execrados da mesma maneira que execramos os nossos excessos. Apoiados na sua leitura de Kristeva, veremos que Butler edifica crítica ao semiótico e sua teoria da abjeção, entendendo esta como paradigmática à problematização da performatividade dos corpos-gêneros. Haja vista que os atos de gênero não necessariamente obedecem às leis que os interpelam, é (re)mobilizando Kristeva desde uma perspectiva queer-feminista que Butler faz pensar na potencialidade de, nos termos do poder, não tratarmos como ilegítimas, invivíveis e patologizáveis a priori uma parcela significativa das formas de corpo-generificação. Através de uma leitura queer-feminista do semiótico e da abjeção kristevianos, este artigo procura analisar um dos passos pelos quais Judith Butler faz pensar quão “furadas” são as expectativas de coerência, fixidez e estabilidade identitárias.

Keywords: Abjeção; Semiótico; Performatividade de gênero; Queer-feminismo.

Idioma: Portuguese

Registro: 2025-08-30 09:25:13

https://periodicos.ufrb.edu.br/index.php/griot/article/view/5140

10.31977/grirfi.v25i1.5140